Setores denunciam atraso no atendimento de emergência após encontro com o governo
Lideres apontam “insatisfação” por falta de prazo para divulgação e indicam ações propostas não respondem às demandas imediatas.
Líderes empresariais que se reuniram com o governo Lula na segunda-feira (4) reclamam da demora na apresentação de um plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que entrarão em vigor no próximo dia 6.
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O presidente de uma associação, após a reunião, o clima entre os empresários era de “frustração”.
Além da falta de informação sobre um prazo para o socorro, as medidas ventiladas pelo governo, como o uso de compras governamentais e a busca por novos mercados, atenderiam principalmente os segmentos de médio e longo prazo.
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Em relação a compras governamentais, um responsável indica que a implementação da medida pode levar de 30 a 60 dias, ao mesmo tempo em que há necessidade urgente de solucionar o caso de mercadorias perecíveis destinadas aos Estados Unidos.
O governo federal avalia ou autoriza estados a adquirir produtos que deixem de ser exportados em razão de tarifas.
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Outro desafio, conforme apontado pelos empresários, seria que os produtos, em alguns casos, mantêm o sabor e as embalagens da remessa, o que geraria dificuldades para sua distribuição no mercado interno.
Os líderes saíram da reunião com a convicção de que as negociações diplomáticas foram efetivamente retomadas, contudo, consideram que a ampliação da lista de isenções ou a diminuição da alíquota de 50% não ocorrerá prontamente.
Após o encontro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), respondendo a questionamentos sobre a frustração dos setores, afirmou que o plano será apresentado “em questão de dias”.
Concluímos um trabalho conjunto, envolvendo diversos ministérios, o plano de contingência. Isso será resolvido em breve, declarou.
Fonte por: CNN Brasil