Séries e Novelas Verticais Transformam o Mercado Audiovisual no Brasil e no Mundo

Séries e novelas verticais estão transformando o mercado audiovisual! Descubra como esse formato inovador conquistou o Brasil e o mundo no Rio2C.

(Imagem de reprodução da internet).

Transformação do Mercado Audiovisual com Séries e Novelas Verticais

As séries e novelas verticais estão revolucionando o cenário audiovisual global. Com episódios curtos, adaptados para telas de celulares e narrativas envolventes, esse formato foi discutido no Rio2C, o maior evento de criatividade da América Latina.

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Uma pesquisa da Ipsos indica que 6 em cada 10 brasileiros utilizam o celular enquanto assistem à TV ou a plataformas de streaming.

Diante desse panorama, o mercado percebeu que as diferentes telas não competem entre si, mas sim se complementam. Nesse contexto, as produções audiovisuais verticais ganharam destaque e passaram a ter um papel significativo na rotina do público.

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Brasil e a Ascensão dos Microdramas

As séries curtas chegaram ao Brasil em 2025 com grande impacto. “Em apenas três dias, alcançamos 100 milhões de visualizações, o que demonstra a resposta do público”, declarou Katharine Albuquerque, cofundadora da Bewings Entertainment. Para ela, o formato vertical representa uma nova maneira de consumir dramaturgia. “O brasileiro tem talento para isso, e por isso foi um grande sucesso”, completou.

O potencial econômico desse setor é notável. No ano anterior, a receita das séries verticais na China superou a bilheteira dos cinemas, movimentando bilhões de dólares. Esse dado evidencia como o formato, antes restrito às redes sociais, passou a ser visto como um negócio de grande escala pela indústria do entretenimento.

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Storytelling como Elemento Central

Camila Guerreiro, produtora de microdramas e diretora de audiovisual, destaca que uma das técnicas fundamentais para as produções verticais é o storytelling, que envolve transmitir ideias e valores por meio de narrativas cativantes. “A inovação está em contar uma história de 80 minutos, dividida em episódios de um minuto e meio, que cabem na palma da mão”, questionou Camila.

O desafio, segundo ela, é manter o público engajado em meio a um ambiente repleto de notificações e informações.

Apesar do crescimento acelerado das produções curtas, especialistas presentes no evento afirmam que o surgimento desse novo formato não significa o fim das grandes produções. “Uma coisa não exclui a outra. Cinema e televisão têm seus próprios espaços.

Ir ao cinema é uma experiência única, cada um tem seu lugar na rotina das pessoas”, ponderou Camila. O roteirista Pedro Ivo também comentou: “Os filmes clássicos, jogos longos e séries de 50 a 60 minutos continuarão a existir.” Para ele, o mercado se adapta, mas há limites a serem respeitados.