Sérgio Nahas, empresário foragido desde 2025, é preso na Bahia após 16 anos do assassinato de Fernanda Orfali. Entenda os detalhes desse caso polêmico!
Sérgio Nahas, um empresário de 61 anos, estava foragido desde 2025 e foi preso no último sábado (17) na Bahia. Ele já constava na lista da Difusão Vermelha da Interpol. Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão pela morte de sua esposa, Fernanda Orfali, que tinha apenas 28 anos quando foi assassinada.
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O crime ocorreu em maio de 2002, após Fernanda solicitar o término do relacionamento. Ela havia descoberto que Nahas era usuário de cocaína e mantinha um relacionamento extraconjugal com uma travesti. A prisão do empresário aconteceu em Praia do Forte, na Bahia, local onde o casal passou a lua de mel meses antes do crime.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, Nahas foi identificado por meio de câmeras de reconhecimento facial. Após a audiência de custódia, ele foi encaminhado ao sistema prisional. Durante a prisão, foram apreendidos 13 pinos de substância que aparenta ser cocaína, três celulares e um veículo.
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Nahas já havia sido condenado em 2018 pelo assassinato de Fernanda. A família da vítima acredita que o poder aquisitivo do empresário contribuiu para a lentidão dos processos judiciais.
Fernanda Orfali foi morta com um tiro no peito após pedir o fim do relacionamento. As investigações revelaram desentendimentos entre o casal, especialmente sobre o uso de drogas e a traição. A perícia apontou a autoria de Nahas no crime, levando o Ministério Público a solicitar sua condenação por homicídio qualificado.
A defesa de Nahas, por outro lado, alegou que a vítima teria cometido suicídio, o que gerou revolta na família. Após diversos recursos, a condenação ocorreu 16 anos após o crime, mas o empresário foi julgado por homicídio simples, recebendo inicialmente uma pena de sete anos em regime semiaberto.
O Ministério Público recorreu, e a pena foi aumentada para oito anos e dois meses em regime fechado.
Em 2025, um mandado de prisão foi expedido contra Nahas, que foi incluído na lista da Interpol. A família de Fernanda expressa indignação com as penas aplicadas e o tempo que a Justiça levou para condená-lo. Eles acreditam que o alto poder aquisitivo de Nahas influenciou o andamento do processo.
A defesa do empresário afirmou que ele residia na Bahia há anos e não tinha intenção de desrespeitar a Justiça. Em nota, destacaram que o caso representa uma das maiores injustiças do país e que continuarão buscando medidas jurídicas para contestar a condenação, alegando falhas no processo.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.