Sensor LiDAR de celulares ganha nova função revolucionária: veja como!

O sensor LiDAR de celulares ganha nova função revolucionária: enxergar objetos fora do campo de visão! Descubra como essa tecnologia do MIT transforma

Inovação no Sensor LiDAR de Celulares

O sensor LiDAR presente em celulares, responsável por captar profundidade e gerar informações 3D do ambiente, agora possui uma nova função que parecia restrita a laboratórios de pesquisa: a capacidade de enxergar objetos fora do campo de visão, como atrás de uma esquina, utilizando apenas reflexos de luz e algoritmos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um estudo realizado nos EUA demonstrou que a técnica de criar imagens de objetos fora da linha de visão direta (NLOS, na sigla em inglês) pode ser realizada em smartphones comuns, algo que antes era exclusivo de equipamentos especializados.

Atualmente, o LiDAR de smartphones, assim como o de dispositivos vestíveis e robôs, mede o tempo de voo da luz com precisão de picossegundos, um trilionésimo de segundo. Essa resolução, disponível em aparelhos comuns, foi fundamental para detectar sinais de luz que ricocheteiam em paredes antes de atingir objetos ocultos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até então, essa tecnologia era restrita a equipamentos de laboratório que custavam cerca de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil) e exigiam calibração rigorosa.

Avanços do MIT e Funcionalidade do Sistema

A inovação trazida pelo MIT consiste em obter resultados semelhantes utilizando sensores já disponíveis no mercado, com custo inferior a US$ 100. O novo sistema opera sem a necessidade de calibração ou configuração prévia, indicando que, embora o hardware (LiDAR) esteja presente nos smartphones, o software ainda se encontra em fase de pesquisa, em um protótipo que promete um imageamento NLOS plug-and-play — basta conectar e usar.

Leia também

O principal mecanismo do estudo é uma técnica chamada amostragem por abertura induzida pelo movimento. Nesse método, o tremor natural da mão que segura o aparelho deixa de ser considerado “ruído” e se transforma em uma fonte de informação. Essa abordagem combina conceitos já conhecidos em fotografia computacional e sensoriamento remoto, resultando em uma fusão de múltiplas imagens que reúnem sinais fracos de luz refletida em superfícies próximas, permitindo a reconstrução da forma e posição de objetos fora do campo de visão.

Possíveis Aplicações e Limitações da Tecnologia

As aplicações imediatas dessa tecnologia são vastas, uma vez que o software foi desenvolvido para hardware já existente. Os pesquisadores sugerem que headsets de realidade aumentada poderiam rastrear membros do usuário mesmo quando fora do ângulo de visão da câmera.

Além disso, robôs autônomos poderiam utilizar o LiDAR para detectar obstáculos que não estão visíveis diretamente.

Embora os melhores resultados tenham sido alcançados com objetos reflexivos, como adesivos utilizados nos testes, os autores reconhecem que em superfícies comuns, como paredes e roupas, o funcionamento ocorre com um sinal mais fraco, o que ainda precisa ser aprimorado para um uso cotidiano. É importante ressaltar que se trata de um protótipo de pesquisa: enquanto o hardware já está presente nos celulares, os algoritmos necessitam de evolução, e as APIs de LiDAR dos sistemas operacionais atuais ainda não suportam esse tipo de aplicação.

O caminho para o futuro é promissor, mas o prazo para sua implementação ainda é incerto.