Senegal protesta contra a retirada do título da Copa Africana de Nações, chamando a decisão de “injusta e inaceitável”. Entenda os detalhes dessa polêmica!
O Senegal manifestou sua indignação diante da decisão de retirar do país o título da Copa Africana de Nações, considerando a medida “injusta, sem precedentes e inaceitável”. A federação senegalesa afirmou que essa ação lança uma sombra sobre o futebol africano.
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A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou o Marrocos campeão africano na terça-feira, 17 de janeiro de 2026, após o Conselho de Apelação da entidade acatar a decisão.
A desclassificação da seleção senegalesa ocorreu devido a um incidente durante a final, realizada em 18 de janeiro de 2026. O Senegal havia conquistado a vitória em Rabat com um gol na prorrogação, mas o jogo foi interrompido por 14 minutos após a marcação de um pênalti contra a equipe nos acréscimos do tempo regulamentar.
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O protesto foi iniciado pelo técnico, que acabou recebendo uma longa suspensão.
Durante a paralisação, o atacante Sadio Mané se destacou ao tentar convencer seus companheiros a retornarem ao campo. Após o retorno da equipe senegalesa, o árbitro permitiu a continuidade da partida. O Marrocos, por sua vez, desperdiçou o pênalti nos momentos finais, e o jogo seguiu para a prorrogação, onde o meio-campista Pape Gueye marcou o gol da vitória aos 94 minutos.
Contudo, o Conselho de Apelação da CAF entendeu que a saída de campo do Senegal configurou uma violação dos regulamentos do torneio, resultando na perda da partida por desistência.
A Federação Senegalesa de Futebol expressou sua insatisfação com a decisão, afirmando que ela é “injusta, sem precedentes e inaceitável”, e que isso afeta negativamente o futebol africano. Em um comunicado divulgado na quarta-feira, 18 de janeiro de 2026, a entidade anunciou que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), localizado em Lausanne, na Suíça.
O CAS já havia sido acionado em 2019, quando o Wydad Casablanca, clube marroquino, abandonou o campo durante a final da Liga dos Campeões da África em protesto contra o uso do VAR. Naquela ocasião, a equipe se recusou a continuar jogando, e o árbitro declarou o Espérance como vencedor.
Posteriormente, o comitê executivo da CAF surpreendeu ao determinar a repetição da partida, que resultou na confirmação do Espérance como campeão após recurso ao CAS.
A decisão do árbitro congolês Jean-Jacques Ndala de dar continuidade à final em janeiro, ao invés de encerrá-la e declarar o Marrocos vencedor após a saída do Senegal, deve ser um dos principais argumentos no recurso senegalês. As Regras do Jogo estabelecem que a decisão do árbitro é final.
O experiente treinador Claude Le Roy, que dirigiu a seleção senegalesa entre 1988 e 1992, expressou sua surpresa: “Ninguém poderia imaginar um comunicado desses dois meses após a final”. Ele ainda acrescentou que “há anos, todas as decisões de arbitragem vêm sendo desrespeitadas pela CAF”, em entrevista à televisão francesa.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.