Senadora lidera negociação do Mercosul-UE e alerta sobre “ameaças” ao agronegócio brasileiro! Acordo de 26 anos enfrenta resistência de países europeus. Saiba mais!
A senadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (PP-MS), responsável por liderar a negociação do Acordo Mercosul-União Europeia no Senado, anunciou sua designação. A escolha foi feita em meio a debates sobre os impactos do acordo para o agronegócio brasileiro, especialmente o setor de carne bovina.
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A senadora enfatizou a importância do trabalho, considerando-o essencial para garantir que o acordo seja o mais benéfico possível para o país.
Durante a cerimônia de inauguração do formulário de cadastro de alertas grátis do Poder360, a senadora expressou sua preocupação com as salvaguardas comerciais impostas pela União Europeia. Ela recomendou, em seu relatório, contra essas medidas, que limitariam o volume de produtos que o agronegócio brasileiro poderia exportar para os mercados europeus.
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A senadora ressaltou que essas salvaguardas representam “ameaças injustas” ao setor, especialmente considerando o crescimento da produção nacional, como o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina e de vitela em 2025.
A União Europeia formalizou o acordo em 9 de janeiro de 2025, após 26 anos de negociações. Apesar da oposição de alguns países, como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, que temiam prejuízos ao setor agrícola, o acordo estabeleceu a redução de tarifas alfandegárias e facilitou o comércio de bens e serviços.
O acordo também inclui compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
Em 2025, o Brasil registrou um aumento significativo nas exportações para a União Europeia, atingindo US$ 49,8 bilhões, um crescimento de 3,2% em relação a 2024. As importações também aumentaram, somando US$ 50,3 bilhões, com um crescimento de 6,4%.
A corrente comercial entre as duas regiões ultrapassou os US$ 100 bilhões pela primeira vez, com um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.
Líderes europeus, como Ursula von der Leyen e Friedrich Merz, defenderam os benefícios do acordo em 2025. No entanto, o processo enfrentou resistências em alguns países da UE, principalmente por parte de setores agrícolas e políticos que temiam a concorrência de produtos sul-americanos e questionavam os impactos ambientais e sociais.
Vários governos, incluindo o da França, solicitaram adiamentos nas votações do tratado no Parlamento Europeu, enquanto debates sobre salvaguardas para proteger agricultores domésticos continuaram.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.