Senador Wagner Responde a Apreensão de Valores em Operação Compliance

Senador Wagner detalha apreensão de valores em operação, afirmando serem diárias legais e compras de moeda

O senador Jacques Wagner (PT-BA),

O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclareceu nesta quinta-feira (18) que a apreensão de R$ 471 mil em dólares e euros, ocorrida durante a nona fase da Operação Compliance em Brasília, é resultado de diárias oficiais não utilizadas e de trocas de moeda feitas por conta própria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a operação, o dinheiro foi encontrado no quarto de hotel onde o parlamentar estava hospedado. Wagner afirmou à imprensa que o montante em espécie é totalmente lícito, proveniente de verbas de diárias e de compras de moeda estrangeira realizadas em bancos, como o Banco do Brasil, para viagens futuras.

Esclarecimentos sobre a Origem dos Valores e Relações Financeiras

Em nota oficial, o parlamentar reforçou sua versão, negando qualquer envolvimento ou atuação em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira. Ele enfatizou que o dinheiro apreendido corresponde a diárias legais, já declaradas e que não foram consumidas em missões internacionais oficiais.

Sobre um episódio específico envolvendo o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, Wagner detalhou o contexto de um imóvel em construção no bairro do Horto. O senador explicou que manifestou interesse em ajudar a filha a adquirir um apartamento, sugerindo que Augusto Lima efetuasse a compra inicial, com a promessa de que ele próprio faria a recompração do bem posteriormente.

Wagner manteve a clareza de que o imóvel em questão ainda estava em fase de construção e, portanto, não havia sido transferido para o patrimônio dele. Ele reiterou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando sua trajetória política e seu direito de defesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Repercussões Políticas e Apoio Institucional

Em um contexto de intensa investigação, o senador também compartilhou detalhes de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relato de Wagner, o presidente demonstrou solidariedade, sugerindo que a operação investigativa busca desestabilizar sua posição política.

Apesar da pressão investigativa, Wagner expressou confiança em sua permanência na liderança do Senado. Embora tenha reconhecido a possibilidade de se afastar se o presidente o solicitasse, ele manifestou que a relação de confiança entre os dois é forte e dificilmente seria alterada por questões políticas.

Leia também

O parlamentar confirmou que mantém sua pré-candidatura para a reeleição no Senado. A bancada política do senador reforçou o apoio, destacando a importância da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master e das investigações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro André Vorcaro.

O presidente do PT, Edinho Silva, também manifestou confiança em Jaques Wagner, afirmando que o senador irá esclarecer todos os fatos e comprovar sua inocência. O senador Jaques Wagner reafirmou que não foi denunciado ou acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados, mantendo a presunção de inocência e o direito de exercer sua ampla defesa.

O senador Jaques Wagner está acompanhando o andamento das investigações com tranquilidade e reitera que a verdade prevalecerá.