Senador Bolsonaro Pede Depoimento em Audição sobre Pix e Comércio Eletrônico no Brasil | USTR
Senador Bolsonaro solicita depoimento em audição sobre Pix, comércio eletrônico e possíveis tarifas no Brasil; debate crucial com USTR se inicia julho de 2026
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A audiência pública do USTR (United States Trade Representative) sobre a investigação comercial entre os EUA e o Brasi ocorreu com grande expectativa nesta segunda, dia 23 de junho de 2026. Até então havia sido registrado um total notável na inscrição para participar da sessão que se realizaria no próximo mês.
Participantes Diversificados Buscam Influenciar a Investigação
A sessão, agendado para o dia 6 de julho, representa um marco crucial no processo da investigação comercial conduzida pelo USTR. O objetivo é examinar as práticas comerciais do Brasil que têm gerido preocupações em Washington – incluindo a popularidade e uso generalizado dos serviços financeiros Pix e os desenvolvimentos recentes na área digital, com o comércio eletrônico . A presença de uma gama diversificada participantes demonstra tanto interesse quanto potencial impacto da investigação nos negócios bilaterais. O governo brasileiro enviou representantes para defender suas posições durante as discussões.Entre aqueles que se inscreveram estão figuras proeminentes do cenário político nacional e líderes empresariais, refletindo a importância estratégica dessa audiência . O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um pré candidato ao Planalto pelo Partido Liberal, solicitou formalmente autorização para depor na sessão. Em seu depoimento planejado apresentar uma proposta de suspensão do que ele descreve como “tarifaço” e defender a busca por soluções negociadas, buscando evitar danos econômicos desnecessários às duas economias .A Confederação Nacional da Indústria (CNI) terá o renomado diplomata Roberto Azevêdo, ex-diretor geral do Organização Mundial de Comércio ( OMC), representando a indústria nacional. O argumento central será pela negociação direta entre os países, em vez das medidas corretivas e restritivo que poderiam ser implementadas . A CNI enfatiza o desejo da busca por evitar “danos econômicos desnecessários para ambos”.Outros setores também expressaram seu interesse na audiência. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil ( CNA) e Abimaq solicitaram tempo no púlpito, argumentando que não há um desequilíbrio comercial significativo justificativo para novas tarifas . Eles destacaram o papel dos produtos brasileiros em cadeias produtivas cruciais da economia americana. A Klabin, uma importante fabricante de celulose e papéis solicitou a intervenção do seu representante legal na audiência, argumentando que não está envolvida no desmatamento ilegal investigado pelo USTR . A Bauducco enviará Stefano Mozzi para defender seus interesses comerciais com base em sua longa história nos Estados Unidos. O executivo ressaltar o investimento da empresa e as importações como um papel transitório na consolidação de capacidade produtiva local.O jornalista Paulo Figueiredo, associado ao ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL -SP), também se inscreveu para prestar depoimento com foco em argumentos que questionam os possíveis impactos das tarifas sobre a política externa e segurança dos Estados Unidos. O objetivo seria demonstrar como uma aproximação do Brasil à China poderia contrariá estratégias norte americanas na região.A inscrição de 85 participantes demonstra o alto nível da preocupação com as implicações comerciais entre os dois países, indicando um processo complexo e potencialmente impactante para a economia brasileira. A audiência pública se configura como uma oportunidade crucial para que ambos lados apresentem seus argumentos antes do USTR tomar decisões finais sobre medidas corretivas ou restritivo.A expectativa é de debates acalorados com potencial impacto nas relações comerciais bilaterais, especialmente considerando as posições divergentes já expressas pelos participantes. O resultado da audiência poderá influenciar futuras negociações e acordos entre os Estados Unidos e o Brasil .
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