Senado adia discussão sobre autonomia financeira do Banco Central e gera expectativa

Senado adia discussão crucial sobre autonomia financeira do Banco Central. O que está em jogo? Descubra os detalhes dessa proposta polêmica!

20/05/2026 14:01

3 min

Senado adia discussão sobre autonomia financeira do Banco Central e gera expectativa
(Imagem de reprodução da internet).

Senado adia análise sobre autonomia financeira do Banco Central

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado decidiu adiar, nesta quarta-feira (20), a discussão da proposta que visa garantir a autonomia financeira do Banco Central (BC). A expectativa é que o texto retorne à pauta do colegiado na próxima semana.

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O adiamento ocorreu após a apresentação de uma nova versão do parecer do senador Plínio Valério (PSDB-AM) na terça-feira, quando o senador Weverton Rocha (PDT-MA) solicitou um pedido de vista para mais tempo de análise.

A proposta, que busca ampliar a autonomia do BC, aprovada em 2021 pelo Congresso, assegura à instituição o controle sobre seu próprio orçamento e a possibilidade de custeio por receitas próprias. O Executivo defende que a análise da proposta ocorra somente após as eleições.

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Apresentada em 2023, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enfrenta impasses entre senadores e resistência do governo. A PEC foi proposta pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e altera o regime jurídico do BC.

Defesa da proposta e características do Banco Central

Durante a reunião da CCJ, Vanderlan defendeu a aprovação da PEC, afirmando que o Banco Central está “colapsando”. A última versão do parecer de Plínio Valério caracteriza o BC como uma “entidade pública de natureza especial com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, integrante do setor público financeiro”.

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O texto também estabelece que a instituição possui “poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução”, além de reforçar que o BC não está vinculado a ministérios ou qualquer órgão da administração pública.

Em relação à questão orçamentária, a PEC determina que o orçamento do Banco Central será aprovado e executado por ato próprio, com a apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional e posterior deliberação em comissão temática do Senado. “O Senado tem sempre a palavra final”, afirmou Plínio, que já apresentou 11 versões do seu parecer.

O relator também incluiu um trecho na PEC que atribui ao Banco Central a competência exclusiva para regular e operar o Pix, visando garantir a gratuidade do uso por pessoas físicas e a segurança da ferramenta contra fraudes.

Importância da autonomia financeira

Na terça-feira (19), durante audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou a “essencialidade” da autonomia financeira e a garantia de recursos para a autoridade monetária. Ele alertou que, sem um orçamento próprio, a instituição poderá precisar realizar uma “gestão de riscos” e definir prioridades em suas ações. “Gradativamente, teremos que fazer um estudo de apetite de risco declarado, onde afirmamos que certas áreas não conseguirão ser fiscalizadas adequadamente devido à falta de recursos, tanto humanos quanto financeiros”, concluiu Galípolo.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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