A seleção feminina de futebol do Irã retorna após uma jornada tensa, com jogadoras desistindo de asilo na Austrália. O que vem a seguir?
A seleção feminina de futebol do Irã atravessou a fronteira com a Turquia nesta quarta-feira (18) para concluir uma jornada tensa de volta da Austrália. Isso ocorreu após cinco jogadoras decidirem retirar os pedidos de asilo que haviam feito naquele país.
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A Austrália havia concedido asilo a elas, que alegavam temer perseguições ao retornarem ao Irã.
As preocupações com a segurança das jogadoras aumentaram no início deste mês, após os Estados Unidos e Israel declararem guerra ao Irã. A equipe desembarcou em Istambul na terça-feira (17) e seguiu para Igdir, no leste da Turquia, na manhã seguinte.
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Ao chegarem ao Aeroporto de Igdir, as jogadoras conversaram em frente ao terminal antes de embarcarem em um ônibus em direção à fronteira.
Durante a partida do ônibus, uma das jogadoras sorriu brevemente e acenou para uma câmera de TV. Após uma viagem de cerca de duas horas até a fronteira, elas passaram pelo controle de passaportes no posto de Gurbulak antes de cruzar para o Irã. A campanha da equipe na Copa da Ásia começou em um momento delicado, coincidente com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, resultando na eliminação do torneio há mais de uma semana.
Cinco jogadoras que haviam solicitado asilo na Austrália desistiram, com a mídia local noticiando a última desistência na segunda-feira (16). Elas se reuniram ao restante do elenco em Kuala Lumpur, onde a equipe estava hospedada desde a saída de Sydney na semana anterior.
A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) declarou que aquelas que mudaram de ideia viajariam para casa com o restante da equipe “para serem reencontradas por suas famílias e pela pátria”. Duas jogadoras ainda permanecem na Austrália e foram vistas treinando com um clube local da A-League.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.