Segundo Turno no Peru: Tensão e Controvérsias Urgem Contagem Final!

Tensão no Peru! Roberto Sánchez lidera de forma precária contra Keiko Fujimori no segundo turno. Contagem de votos segue e acusações de fraude ganham força.

03/06/2026 22:55

3 min

Segundo Turno no Peru: Tensão e Controvérsias Urgem Contagem Final!
(Imagem de reprodução da internet).

Segundo Turno nas Eleições Peruana: Tensão e Contagem Final

A contagem dos votos após o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, ocorrido em 12 de abril, ainda gerava incertezas sobre os candidatos que se enfrentariam no dia 7 de junho. A disputa se concentrava entre Roberto Sánchez, representante da esquerda, e Keiko Fujimori, a principal concorrente de extrema-direita.

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Sánchez Lidera com Margem Precária

Com 99,68% dos votos apurados, Roberto Sánchez se destacava como o favorito, com uma vantagem significativa sobre Rafael López Aliaga, candidato de extrema-direita. Sánchez acumulava 2.003.902 votos, representando 12% do total, enquanto López Aliaga alcançava 11,91% com 1.989.428 votos. A diferença entre os dois era de aproximadamente 14 mil votos, uma margem que poderia ser ampliada com a contagem dos cerca de 60 mil votos restantes, totalizando 2.867.517 votos.

Disputa em Lima e Fora

A capital, Lima, era a única região onde López Aliaga liderava, com 20% dos votos válidos. No entanto, fora das cidades, o apoio ao ex-prefeito de Lima era consideravelmente menor. Em contraste, o apoio a Sánchez se concentrava em áreas rurais, fortalecendo-se à medida que a votação se distanciava dos grandes centros urbanos.

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Alegações de Fraude e Controvérsias

Rafael López Aliaga continuava a alegar fraude em sua candidatura, sem apresentar provas concretas. Ele pressionava a Junta Nacional Eleitoral (JNE) para impedir a proclamação dos resultados e exigir uma auditoria internacional, o que, segundo ele, alteraria o calendário eleitoral. López Aliaga argumentava que atrasos na abertura das seções eleitorais em Lima, devido a problemas logísticos, impediram que muitos eleitores comparecessem às urnas.

Análises e Irregularidades Logísticas

Diversas análises de grupos de observação eleitoral, como a Associação Civil Transparência, indicavam que os incidentes logísticos não afetaram o resultado final. Apesar das irregularidades, todas as seções eleitorais conseguiram abrir em todo o país, embora treze centros em Lima tenham operado no dia seguinte devido a atrasos na abertura, causados pelo prazo estabelecido pela legislação.

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Keiko Fujimori Busca a Revanche

Keiko Fujimori, que chega ao segundo turno pela quarta vez consecutiva, buscando a revancha após perdas em 2011, 2016 e 2021, enfrenta um cenário político marcado pela herança do fujimorismo.

O Legado Fujimorista

O fujimorismo, corrente que surgiu com o ditador Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, busca se reinventar nas eleições do Peru. A trajetória do fujimorismo é marcada por um período de estabilidade econômica e repressão política, seguido por um impeachment em 2000.

Críticas ao Fujimorismo

Veronika Mendoza, ex-deputada e ex-candidata à Presidência da República, integrante do partido Nuevo Perú, critica o fujimorismo como o principal responsável pela crise política peruana, que resultou em nove presidentes em dez anos. Mendoza argumenta que o fujimorismo promoveu um “neoliberalismo predatório, precariedade, caos e violência”.

“Embora o povo peruano tenha derrotado o ditador Fujimori em 2000 e tenha realizado um trabalho significativo em termos de justiça e memória, juntamente com algumas reformas, o sistema neoliberal imposto permaneceu praticamente intacto”, explica Mendoza.

“Essa fragmentação não só ocorreu de fato, como também foi promovida por meio de uma política antirreforma que incentivou a proliferação de partidos e eliminou as eleições primárias, que teriam reduzido o número de candidatos”, pontua Mendoza.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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