SCD-1: O Primeiro Satélite Brasileiro Completa 33 Anos em Operação Ativa!

O SCD-1, primeiro satélite brasileiro, completa 33 anos ativo em 2026 e é reconhecido como o mais longevo do mundo. Descubra sua importância!

SCD-1: O Primeiro Satélite Brasileiro que Continua Ativo

O SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados-1), reconhecido como o primeiro satélite do Brasil e o mais antigo do mundo, permanece em operação até hoje. Este satélite desempenha um papel crucial na integração do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, que é gerido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

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Sua função principal é receber e transmitir dados ambientais gerados por plataformas terrestres, incluindo informações sobre temperatura, índice de chuvas, umidade, qualidade da água e outros dados essenciais para pesquisas e formulação de políticas públicas.

Desenvolvido pelo INPE, que é uma unidade de pesquisa vinculada ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o SCD-1 foi lançado em 9 de fevereiro de 1993. Inicialmente, sua operação estava prevista para durar no máximo dois anos, mas surpreendentemente, ele continua ativo até os dias atuais.

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Cláudia Medeiros, responsável pela controladora de satélites do INPE, explica que o satélite viaja a uma velocidade de aproximadamente 27 mil quilômetros por hora, completando uma volta ao redor da Terra em cerca de 1 hora e 40 minutos. Com um peso de 115 kg e cerca de um metro de altura, o SCD-1 é também o primeiro satélite totalmente produzido no Brasil.

Em 2026, o SCD-1 celebra 33 anos de operação e Cláudia menciona que ele foi reconhecido no Guinness Book como o satélite em operação mais longevo do mundo. O MCTI destaca que, ao entrar em órbita, os satélites começam a receber e retransmitir dados ambientais.

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Em solo, as PCDs (Plataformas de Coleta de Dados) são mantidas, funcionando como estações automáticas que realizam medições meteorológicas, hidrológicas e oceanográficas. Devido à localização remota dessas plataformas, os satélites são utilizados para facilitar a comunicação.

As PCDs enviam sinais para o satélite via rádio quando ele passa pela região, e os dados recebidos são retransmitidos para a Estação Receptora do INPE, situada em Cuiabá (MT). Isso estabelece capacidades nacionais para monitoramento ambiental, coleta de dados e observação do planeta Terra.