Em meio a novas negociações sobre uma possível fusão entre a Netflix e a Warner Bros. Discovery (WBD), o CEO da gigante do streaming, expressou preocupação com a divulgação de informações tendenciosas por parte do CEO da Skydance. A retomada das tratativas com a PSKY, ocorrida na última terça-feira (17), gerou uma reação forte do executivo da Netflix.
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Desconfiança e Acusações de Desinformação
Robert Sarandos, que já havia apontado a “perturbação constante” da Paramount em tentar sabotar a união da Netflix com a Warner, criticou abertamente a estratégia da Skydance. Segundo ele, a empresa estaria disseminando informações falsas, apresentando cenários improváveis e buscando desviar a atenção dos reais benefícios do acordo.
Sarandos enfatizou que a intenção da Warner é maximizar o lucro para seus acionistas, e que a Paramount não possui vantagens regulatórias que lhe garantam a aprovação da fusão.
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Alinhamento com os Interesses dos Acionistas
O CEO da Netflix defendeu que o acordo de US$ 83 bilhões entre as empresas está mais alinhado com os objetivos do conselho da WBD em relação aos seus acionistas. Ele ressaltou que o objetivo da Netflix é oferecer clareza e segurança sobre o valor dos negócios, e que o acordo de aquisição de ativos de streaming e cinema é o mais vantajoso para os investidores.
Sarandos desafiou a Skydance a comprovar a veracidade de suas alegações em sete dias.
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Prazos e Condições da Proposta
A Warner estabeleceu um prazo até o dia 23 de fevereiro para que a Paramount Skydance apresentasse sua melhor oferta. Além disso, a empresa se comprometeu a arcar com a multa de rescisão do acordo com a Netflix (US$ 2,8 bilhões) e com um adicional de US$ 650 milhões por trimestre caso a fusão não seja concluída até dezembro de 2026.
A assembleia de acionistas para votar a fusão entre a WBD e a Netflix está prevista para o dia 20 de março.
Perspectivas Futuras da Fusão
A disputa pela fusão entre a Netflix e a Warner continua, com ambas as empresas buscando garantir o melhor resultado para seus acionistas. A Paramount, por sua vez, mantém sua proposta de US$ 100 bilhões, com uma oferta de US$ 30 por ação, além de assumir a multa de rescisão e o pagamento adicional trimestral.
O cenário permanece incerto, com a decisão final dependendo da avaliação dos acionistas e da aprovação regulatória.
