Sarampo: Alerta Máximo no Brasil Após Casos Importados e Incidências em 2025

Alerta máximo no Brasil! Sarampo volta a assolar o país após casos confirmados na Bolívia. Vacinação é a chave para evitar a expansão da doença. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Aumenta Alerta com Crescimento de Casos de Sarampo

O Brasil enfrenta um cenário de alerta máximo em relação ao sarampo, conforme alertado pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti. Ações de prevenção e controle estão sendo implementadas continuamente para garantir que o país permaneça como área livre da doença.

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No ano passado, foram registrados 14.891 casos da doença em 14 países das Américas, com 29 mortes. Até o dia 5 de março deste ano, foram confirmados 7.145 casos de infecção.

Caso Recente no País

Um caso recente de sarampo no Brasil ocorreu quando uma paciente, que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia – onde há um surto –, foi diagnosticada em 2025. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no país. Apesar disso, o Brasil não corre risco de perder o certificado de área livre, pois não há transmissão sustentada dentro do nosso território.

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“Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa”, explica Gatti.

O Ministério da Saúde também tem realizado campanhas de vacinação nas áreas de fronteira.

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Cobertura Vacinal e Resposta Rápida

O calendário básico do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses. A primeira deve ser tomada aos 12 meses, como parte do imunizante tríplice viral, e a segunda, aos 15 meses, com a tetraviral. Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta.

As autoridades de Saúde realizam um rigoroso trabalho de investigação e resposta de todos os casos suspeitos. Em 2026, até o dia 26 de janeiro, foram 27 suspeitas de sarampo no país. “Pegando como exemplo esse caso confirmado, quando o município fez a identificação da suspeita, prontamente notificou o Ministério e já começou o bloqueio vacinal.

Ou seja, levantou todas as pessoas que tiveram contato com o possível doente para identificar outros sintomáticos e eventuais fontes da infecção. Aí, bloqueia-se todo mundo, aplicando a vacina”, explica o diretor do PNI.

Monitoramento e Ações Preventivas

Uma força-tarefa faz uma busca ativa de outros casos suspeitos, batendo de casa em casa no entorno de onde a pessoa possivelmente infectada vive. Esses vizinhos também são vacinados preventivamente. Os profissionais de saúde também fazem uma varredura em laboratórios e unidades de saúde, à procura de pessoas com sintomas da doença que não tenham sido notificadas.

Quando a suspeita é descartada após exames laboratoriais, os esforços se encerram. Se a infecção for confirmada, o paciente e sua comunidade continuam sendo monitorados por três meses, para descartar novas infecções, e, só então, é decretado oficialmente o fim da ocorrência.

Além disso, os bebês de 6 meses a 1 ano que tiveram contato com o possível doente ou que vivem em proximidade, também recebem a vacina, o que é chamado de “dose zero”. Ainda assim, devem tomar as duas doses na idade recomendada.

Preocupações com Viagens e Fronteiras

Eder Gatti garante que o Brasil tem as ferramentas para evitar que a situação vista em muitos países do continente se repita por aqui. O diretor do PNI lembra que, em junho e julho, os três países com a situação mais grave com relação ao sarampo – Estados Unidos, México e Canadá – vão receber a Copa do Mundo de futebol, e muitos turistas, inclusive brasileiros.

Esse trânsito pode ajudar a espalhar a doença. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está publicando mensagens sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos.

Há também os desafios internos: “Nós temos um país com muitas áreas turísticas que recebem estrangeiros, principalmente o nosso litoral, Amazônia, Pantanal, Foz do Iguaçu. E a gente tem uma ampla fronteira terrestre com várias cidades gêmeas, com circulação de muita gente.

Por isso, não podemos nunca deixar de falar de sarampo e da vacinação e fazer ações para manter as altas coberturas”.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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