São Paulo: Letalidade Policial Dispara e Urge Reforma Já em 2026

São Paulo em crise: Letalidade policial dispara! Entre 2022 e 2026, aumento alarmante de 93,2% em mortes por ação policial. Crises e críticas expostas. Saiba

Aumento da Letalidade Policial e a Urgência de Reformas em São Paulo

Entre 2022 e 2026, o estado de São Paulo testemunhou um aumento alarmante de 93,2% no número de mortos em ações policiais durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Essa tendência preocupante se mantém, com um aumento de cinco ocorrências no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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A situação complexa é vista com preocupação por especialistas, que apontam para diversas causas subjacentes.

Críticas à Gestão e à Letalidade Policial

Benedito Mariano, coordenador do núcleo de Segurança Pública da Democracia do Iree, ressalta que o aumento da letalidade policial se manifesta de diversas formas. Ele cita as operações na Baixada Santista, que resultaram em 84 vítimas e apresentaram características de vingança, motivadas por mortes de policiais, um cenário que ele considera “absurdo”.

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Além disso, Mariano aponta para o crime organizado e a corrupção envolvendo as corporações de segurança, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais abrangente.

O especialista também destaca a instabilidade gerada pela constante troca de comandantes nos órgãos de segurança, o que prejudica a continuidade de planos e estratégias. Ele utiliza o exemplo do ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que promoveu uma mudança significativa na estrutura da Polícia Militar, substituindo a maioria dos coronéis em um curto período.

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Essa mudança, segundo Mariano, contribui para uma crise na maior polícia militar do país, com ações que se assemelham a milícias, em vez de operações policiais tradicionais.

A Proposta da PEC da Segurança Pública

Mariano defende a aprovação urgente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, argumentando que ela é fundamental para abrir caminhos para uma política de segurança pública nacional eficaz. Ele acredita que a aprovação da PEC, combinada com a criação de um órgão gestor nacional da segurança pública, como um Ministério da Segurança Pública, é essencial para garantir uma gestão mais coordenada e eficiente.

Ele espera que o Congresso e o Senado Federal aprovem a proposta em maio, permitindo que o presidente Lula crie o ministério em junho ou julho.

Desafios na Prevenção e Atendimento à Mulher

Em relação à violência contra a mulher, Mariano critica a falta de priorização da prevenção e do atendimento em delegacias especializadas. Ele aponta que pesquisas indicam que a maioria dos feminicídios ocorre à noite ou nos fins de semana, quando essas unidades não estão operando.

Ele ressalta a importância de redes de apoio, como as Patrulhas Maria da Penha, para acompanhar medidas protetivas, mas critica o fato de que mais de 80% das unidades especializadas da Polícia Civil de Defesa da Mulher estejam fechadas à noite e nos fins de semana, operando apenas em horário comercial.

O especialista também aborda o “sucateamento” da Polícia Civil em São Paulo, comparando os números atuais com os de quando atuava como ouvidor. Ele destaca a escassez de policiais civis, com uma diferença de pelo menos 15 mil agentes em relação ao período de 1995 a 2000, quando a Polícia Civil tinha 36 mil agentes, enquanto hoje não passa de 25 mil.

Ele argumenta que o aumento da população não foi acompanhado por um aumento na Polícia Judiciária Investigativa.

Policiamento e a Necessidade de Estratégias Mais Amplas

Mariano pondera que a atuação da Polícia Militar tem sido cada vez mais repressiva, reconhecendo a importância do policiamento ostensivo para reduzir crimes diversos. No entanto, ele enfatiza que essa abordagem isolada não resolverá os problemas de segurança, que exigem estratégias mais amplas e abrangentes.