São Paulo: Farias impede Ayres em Reforma Estatutária Polêmica!

João Farias age e impede Olten Ayres de Abreu Junior em investigação do São Paulo! Reforma estatutária sob suspeita e Harry Massis acusa irregularidades. Saiba

14/05/2026 11:04

3 min

São Paulo: Farias impede Ayres em Reforma Estatutária Polêmica!
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação Sobre Reforma Estatutária no São Paulo Futebol Clube

Na noite de terça-feira, 12 de maio de 2026, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, João Farias, determinou o impedimento de Olten Ayres de Abreu Junior, presidente do conselho, de participar de decisões relacionadas ao processo disciplinar que o investiga.

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A decisão foi baseada no Artigo 68 do Estatuto Social do clube, conforme comunicado aos conselheiros. O objetivo era evitar qualquer interferência na Comissão de Ética, responsável por conduzir a investigação sobre possíveis irregularidades.

Impedimento e Investigação em Andamento

A determinação de Farias surgiu após Ayres ter editado o Ato Administrativo nº 05/2026, que destituiu a Comissão de Ética. A investigação está relacionada a informações divulgadas pelo presidente do clube, Harry Massis, que apontou irregularidades no processo de reforma estatutária iniciado em 17 de dezembro de 2025.

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Essa reforma propunha a eliminação de um quórum qualificado para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no clube e a separação do futebol do clube social.

Conflito de Opiniões e Decisões

O Conselho Consultivo, em 17 de dezembro de 2025, emitiu um relatório favorável às mudanças, enquanto a Comissão Legislativa elaborou um parecer contrário, encaminhado ao Conselho Deliberativo em 6 de abril de 2026. Ayres invalidou o parecer, alegando que a comissão havia extrapolado o prazo de 30 dias previsto no Regimento Interno.

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Harry Massis contestou essa invalidação, argumentando que o não cumprimento do prazo não tornaria o parecer inválido.

Comissão de Ética e Desacordo

A Comissão de Ética ouviu os integrantes do Conselho Consultivo sobre o parecer que pedia aprovação da reforma estatutária. A investigação revelou que o colegiado não se reuniu para discutir o tema. O relatório do Conselho Consultivo afirmava que o conselho havia examinado detalhadamente a proposição, baseada no artigo 145, alínea ‘c’, do Estatuto Social.

A Comissão de Ética concluiu que o relatório assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Granda da Silva Martins refletia apenas conversas isoladas com alguns conselheiros, redigidas por um advogado do São Paulo. Com base nisso, o colegiado encaminhou à Polícia Civil um pedido de abertura de inquérito para apurar possível crime de falsidade ideológica.

Defesa do Presidente do Conselho Deliberativo

Olten Ayres de Abreu Junior divulgou uma nota oficial defendendo sua conduta. Afirmou que o Ato Administrativo nº 05/2026 foi editado no exercício regular de suas atribuições, visando assegurar a estabilidade institucional e a regularidade procedimental.

A medida, segundo ele, preserva integralmente todos os atos anteriormente praticados pela Comissão de Ética. A Comissão de Ética não possui competência julgadora, apenas opinativa e instrutória, cabendo ao Conselho Deliberativo deliberar sobre as matérias.

A tentativa de atribuir à reorganização administrativa da Comissão de Ética o caráter de interferência em julgamento revela interpretação incompatível com a própria estrutura estatutária do clube.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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