Documento final estabelece salário mínimo de até R$ 2.106 em Santa Catarina
O governo de Santa Catarina avançou nas negociações sobre o novo salário mínimo regional. O documento final do acordo já foi entregue ao governador Jorginho Mello. O texto estabelece novos pisos salariais para trabalhadores de diversos setores da economia catarinense, com o maior valor podendo chegar a R$ 2.106.
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Agora, o governo se prepara para enviar o projeto à Assembleia Legislativa. Após a aprovação pelos deputados, os novos valores passarão a ser oficialmente válidos no estado. Santa Catarina possui um salário mínimo superior ao nacional.
Entendimento entre sindicatos e setor produtivo
Esse entendimento foi resultado de meses de reuniões entre sindicatos e representantes do setor produtivo, com negociações iniciadas em novembro de 2025. Durante esse período, empresários e trabalhadores discutiram números, impactos econômicos e condições para a implementação do reajuste, chegando a um consenso.
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O acordo estabeleceu quatro faixas salariais distintas, cada uma atendendo a grupos específicos de atividades econômicas. Antes de detalhar os valores, é importante esclarecer o que significa salário mínimo regional. Esse termo refere-se a um piso salarial criado por governos estaduais, definindo o menor valor que determinadas categorias podem receber.
Valores do salário mínimo em Santa Catarina
O salário mínimo regional não substitui o salário mínimo nacional, que é válido em todo o Brasil. No entanto, alguns estados, como Santa Catarina, adotam pisos maiores para categorias específicas há mais de 10 anos. O objetivo é ajustar os salários à realidade econômica local e às características de cada setor produtivo.
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O novo acordo definiu valores diferentes conforme o tipo de atividade, representando o piso mínimo que as empresas devem pagar aos trabalhadores. O reajuste também leva em conta a inflação do período, e quando o aumento supera a inflação, ocorre o chamado ganho real, que indica um aumento no poder de compra do trabalhador.
Próximos passos para a implementação
Agora, o governo estadual deve transformar o acordo em um projeto de lei. Após isso, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina analisará o texto. Se os deputados aprovarem a proposta, os novos valores entrarão oficialmente em vigor. Além disso, o modelo de negociação coletiva continuará sendo a base desse processo, adotado em Santa Catarina há cerca de 16 anos, onde sindicatos e empresários discutem os reajustes antes da criação da lei.
