Sanepar desiste de privatização da Copasa e gera polêmica no setor de saneamento

Sanepar decide não participar da privatização da Copasa após dificuldades em formar parcerias. Entenda os desdobramentos dessa importante decisão!

02/06/2026 06:41

3 min

Sanepar desiste de privatização da Copasa e gera polêmica no setor de saneamento
(Imagem de reprodução da internet).

Sanepar desiste de participar da privatização da Copasa

A Sanepar, empresa de saneamento do Paraná, considerou a possibilidade de participar da privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), mas optou por não se envolver no processo. A decisão foi tomada após a companhia não conseguir formar uma parceria que a permitisse disputar o controle da empresa mineira.

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A confirmação veio nesta segunda-feira (1º) pela estatal paranaense.

Em uma entrevista à CNN antes da decisão, o presidente da Sanepar, Wilson Bley, mencionou que a participação da empresa na disputa dependia da formação de um grupo de investidores e de análises detalhadas sobre os riscos e oportunidades da operação.

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Segundo Bley, a Sanepar estava avaliando a situação com cautela e só entraria na disputa ao lado de parceiros estratégicos. “Se os parceiros tiverem esse interesse de aproximação, nós temos uma capacidade técnica já provada que pode ser utilizada e quem sabe [possamos] trazer benefícios para essa privatização”, declarou.

Modelo de privatização da Copasa gera controvérsias

A declaração da Sanepar surge em meio a debates sobre o modelo de privatização da Copasa proposto pelo governo de Minas Gerais. O processo prevê a venda de parte das ações do estado por meio de uma oferta pública secundária na B3. O investidor de referência poderá adquirir até 30% da companhia e assumir seu controle, enquanto o governo mineiro manterá poderes de veto em decisões consideradas estratégicas.

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Na semana passada, o governo estabeleceu o preço mínimo da oferta em R$ 47,23 por ação, com a precificação definitiva programada para 11 de junho e a liquidação da operação em 16 de junho. No entanto, o modelo tem enfrentado críticas. O Sindágua-MG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais) alertou que as propostas apresentadas até agora podem resultar em uma defasagem de cerca de R$ 3,1 bilhões em relação ao valor que a companhia poderia alcançar, com base nas projeções de mercado para as ações.

Além disso, especialistas levantaram questionamentos sobre a estrutura da operação, especialmente após o adiamento de etapas do processo e a diminuição do número de potenciais interessados. A expectativa inicial do governo era atrair um número maior de participantes para aumentar a concorrência e, assim, potencialmente elevar o valor arrecadado na privatização.

Até o momento, apenas a Aegea Saneamento e a Equatorial Energia apresentaram propostas, enquanto a Sabesp, que era considerada uma possível interessada, decidiu não participar do processo. A entrada da Sanepar, mesmo que por meio de um consórcio, poderia aumentar a concorrência na fase final da operação.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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