Samarco revela prejuízo de US$ 1,12 bilhão no primeiro trimestre de 2026; entenda os detalhes!
A Samarco, joint venture entre Vale e BHP, reporta prejuízo de US$ 1,12 bilhão no 1º trimestre de 2026. Descubra os detalhes desse desempenho financeiro!
Samarco registra prejuízo no primeiro trimestre de 2026
A Samarco, uma joint venture entre as mineradoras Vale e BHP, reportou um prejuízo líquido de US$ 1,12 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Esse resultado é uma melhora em relação ao prejuízo de US$ 1,52 bilhão registrado no mesmo período de 2025.
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O desempenho negativo foi influenciado por efeitos cambiais e despesas relacionadas à reparação do rompimento da barragem de Mariana, mesmo com um aumento nas vendas durante o período.
O resultado financeiro negativo da empresa alcançou US$ 1,25 bilhão entre janeiro e março, sendo impactado principalmente pela variação cambial sobre passivos, que totalizou US$ 965 milhões, e por despesas financeiras de US$ 371 milhões ligadas à reparação.
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Essas informações foram divulgadas pela empresa em uma teleconferência com investidores na última sexta-feira (8).
Desempenho das vendas e produção
Durante o trimestre, a receita líquida da Samarco foi de US$ 403,6 milhões, ligeiramente superior aos US$ 400,4 milhões do ano anterior. O aumento de 12% nas vendas ajudou a compensar a queda nos preços realizados. A companhia vendeu 3,2 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, um aumento em relação às 2,8 milhões de toneladas do mesmo período de 2025.
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A produção totalizou 3,8 milhões de toneladas, representando um crescimento de 18% na comparação anual.
Gustavo Selayzim, diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da Samarco, explicou que a diferença entre produção e vendas foi resultado de uma mudança pontual no calendário de embarques, e não de uma diminuição na demanda. Ele também destacou que a empresa espera vender 100% da produção ao longo do ano.
Custos e fluxo de caixa
O preço médio realizado por tonelada foi de US$ 127,3, uma queda de 9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O preço médio das pelotas foi de US$ 130,3 por tonelada, com uma redução de 8% na mesma comparação. O Ebitda ajustado da mineradora foi de US$ 192,7 milhões, apresentando uma queda de 23% em relação ao ano anterior, devido a custos mais altos e preços menores.
O custo caixa C1 aumentou 14%, alcançando US$ 47,7 por tonelada, em grande parte devido à valorização do real frente ao dólar.
Na teleconferência, Selayzim afirmou que a redução do Ebitda não é motivo de preocupação, pois parte da produção do trimestre deverá ser contabilizada nas vendas dos meses seguintes. A Samarco manteve sua projeção de Ebitda para 2026.
Obrigações de reparação e investimentos futuros
A companhia reportou um fluxo de caixa livre operacional de US$ 183 milhões no trimestre, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. No entanto, o fluxo de caixa livre total caiu 44%, para US$ 129,8 milhões, refletindo maiores desembolsos relacionados à reparação.
A Samarco informou que executou US$ 320,2 milhões em obrigações de reparação até o fim de março de 2026, sendo que US$ 267 milhões foram cobertos por aportes dos acionistas neste ano.
Atualmente, a Samarco opera com cerca de 60% de sua capacidade instalada e planeja investir R$ 13,8 bilhões até 2028 para retornar à capacidade produtiva total, avançando na fase 3 da retomada operacional. A mineradora ficou inativa por cinco anos após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, um desastre que resultou em 19 mortes e causou danos sociais e ambientais significativos na bacia do Rio Doce.