Salvador em greve! Manifestação unida exige fim do feminicídio e justiça para mulheres em 2026. Participe do ato no Farol da Barra!
No próximo domingo, 8 de março, Salvador se mobilizará em um ato unificado em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres. Diversos grupos, incluindo movimentos sociais, sindicatos, coletivos feministas, partidos políticos e comunidades locais, se unirão para expressar sua indignação e exigir mudanças.
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O evento, organizado pelo Movimento 8M, promete ser um momento de forte expressão e conscientização sobre a violência de gênero.
A manifestação terá início às 9h, com concentração no Cristo da Barra. A partir desse ponto, os participantes iniciarão uma caminhada até o Farol da Barra, na orla da capital. O lema central da mobilização é “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, refletindo as principais demandas do movimento.
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A mobilização ocorre em um momento crítico, marcado pelo aumento alarmante da violência contra mulheres na Bahia. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam que, em 2025, 103 mulheres foram assassinadas no estado, posicionando a Bahia como um dos estados com maior incidência de feminicídio no país.
A maioria das vítimas são mulheres negras, jovens e trabalhadoras, evidenciando as desigualdades sociais e a vulnerabilidade específica desse grupo.
O Movimento 8M, através de um manifesto divulgado nas redes sociais, denuncia a situação como resultado de um sistema que negligencia os direitos das mulheres, desde a falta de creches até a ausência de abrigos. Além do fim do feminicídio, o movimento exige um maior investimento em serviços públicos de proteção às mulheres e a redução da jornada de trabalho, combatendo a escala 6×1, que impõe longas jornadas de trabalho e dificulta o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
O ato do dia 8 de março não é apenas uma caminhada, mas sim a manifestação de um movimento social organizado que se recusa a aceitar a violência como “novo normal”. É um convite para que a sociedade civil se una à luta por uma democracia com soberania, pelo Bem Viver e pela erradicação do feminicídio.
A iniciativa busca também alertar sobre o desmonte de serviços de atendimento à mulher e a precarização das políticas de proteção.
O quê: Ato Unificado do Dia Internacional das Mulheres – “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. Quando: 8 de março (domingo), às 9h. Onde: Concentração no Cristo (Barra), com destino ao Farol da Barra, em Salvador (BA).
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.