O salário mínimo será elevado para R$ 1.621 em 2026, impactando benefícios como INSS e seguro-desemprego. Mudanças nas regras do abono salarial também estão previstas
O salário mínimo deve ser elevado para R$ 1.621 em 2026, representando um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518. Essa alteração entrará em vigor em janeiro. O reajuste não apenas impacta o salário mensal dos trabalhadores, mas também afeta benefícios vinculados ao piso, como os previdenciários do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC, influenciando o gasto público.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O abono salarial, que pode chegar a um salário mínimo, é concedido anualmente aos brasileiros que atendem aos critérios do programa. O PIS é destinado a trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep é voltado para servidores públicos. As regras para recebimento do abono mudarão em 2026.
Atualmente, o abono é pago a quem recebe até dois salários mínimos, mas esse critério será gradualmente reduzido para 1,5 salário mínimo até 2035. A renda inicial para recebimento do benefício será limitada a R$ 2.640,00, e o abono será reajustado anualmente pelo INPC.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em 2026, o valor do abono variará de R$ 135,08 a R$ 1.621, dependendo dos meses trabalhados. O calendário de pagamentos será divulgado na próxima terça-feira (16).
Os benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílio-doença, são atualizados conforme o salário mínimo. Aqueles que recebem o piso do INSS passarão a ter um valor de R$ 1.621 em 2026. Já os benefícios acima do salário mínimo seguem o INPC de novembro, que acumulou 4,18% nos últimos 12 meses.
O valor final será anunciado oficialmente no início de 2026, e o calendário de pagamentos ainda não foi divulgado.
O BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência. Com o reajuste, os beneficiários receberão R$ 1.621. É importante ressaltar que o BPC não é uma aposentadoria e não requer contribuições ao INSS.
Para ter direito ao benefício, a renda familiar deve ser igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo (R$ 405,25), e o beneficiário deve estar inscrito no Cadastro Único. Pessoas com deficiência passam por avaliação médica e social para comprovar a condição.
O seguro-desemprego oferece assistência financeira temporária a trabalhadores demitidos sem justa causa. Para solicitar, é necessário ter sido dispensado sem justa causa e estar desempregado no momento do pedido.
O valor do seguro-desemprego não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, e o reajuste das faixas salariais considera a variação do INPC, que foi de 4,18% até novembro.
No contrato de trabalho intermitente, o trabalhador é contratado para prestar serviços esporadicamente, com remuneração baseada nas horas trabalhadas. O salário-hora não pode ser inferior ao salário mínimo ou ao pago a quem exerce a mesma função em contrato comum.
Com o novo valor de R$ 1.621, a diária mínima passa a ser de R$ 54,04.
O CadÚnico é utilizado pelo governo para conceder benefícios como o Bolsa Família e o Auxílio Gás. Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa devem se registrar no Cadastro Único.
Com o novo salário mínimo, o critério de renda aumenta para R$ 810,50.
O seguro-defeso é concedido a pescadores artesanais durante o período em que a captura de certas espécies é proibida. O benefício equivale a um salário mínimo (R$ 1.621).
Para evitar fraudes, novas regras foram estabelecidas. O pescador deve comprovar residência em áreas abrangidas pelo defeso e apresentar notas fiscais de vendas de pescado nos últimos 12 meses. Também é necessário estar inscrito no CadÚnico e ter cadastro biométrico.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.