Safra de soja do Brasil deve crescer modestamente em 2026, mas El Niño pode impactar produção

A área plantada com soja no Brasil para a safra 2026/27 deve crescer de forma modesta, conforme avaliação de Luiz Noto, CEO da Divisão de Grãos e Oleaginosas da Cofco no Brasil. Ele destacou, em entrevista à Reuters nesta quinta – feira, que as margens menores dos produtores e um cenário financeiro desafiador, marcado por crédito restrito, influenciam essa expectativa.
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Além disso, o fenômeno climático El Niño pode causar uma leve queda na produção.
Durante o anúncio do primeiro embarque de sorgo brasileiro pela Cofco à China, Noto mencionou que a safra de soja do país — maior produtor e exportador global do grão — pode ser impactada pelas condições climáticas. “Acho que a área deve crescer, sim.
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Deve ter um crescimento pequeno, talvez não tão grande quanto vimos nos últimos anos”, afirmou o executivo.
Impactos do El Niño na produtividade
O fenômeno El Niño costuma trazer mais chuvas para o Sul do Brasil, mas pode resultar em um período seco e quente nas regiões centro – norte. Noto ressaltou que a principal preocupação será com o clima e a produtividade para a próxima safra, que começa a ser plantada em meados de outubro, com colheita prevista entre o final de dezembro e início de janeiro. “Talvez vejamos um impacto na produção e na produtividade… talvez um pouco menor, mas uma área maior”, disse ele.
A previsão do executivo alinha – se com as opiniões de alguns analistas sobre o crescimento da área cultivada. No entanto, consultores acreditam que a produção também deve apresentar um leve aumento. Apesar das incertezas climáticas, Noto está confiante de que a produção brasileira atenderá tanto à demanda interna quanto externa.
Desempenho da Cofco e novo terminal
Noto também fez um balanço inicial do escoamento da safra 2025/26, ressaltando os avanços obtidos através do novo Terminal Export Cofco (TEC), localizado no porto de Santos. Ele destacou que a primeira fase deste terminal possui capacidade para 12 milhões de toneladas por ano e que a companhia cresceu significativamente nesse período.
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No último ano agrícola, a Cofco exportou soja, milho e açúcar pelo novo terminal e recentemente iniciou as exportações de sorgo. Quanto à ampliação do terminal, Noto informou que espera concluir a segunda fase até outubro, elevando sua capacidade para 14,5 milhões de toneladas por ano. “Os dois berços já estão em pleno funcionamento”, finalizou ele.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



