SAF Botafogo Protocola Recuperação Judicial com Dívida de R$ 1,286 Bilhão

SAF Botafogo busca recuperação judicial com dívida de R$ 1,286 bilhão para garantir estabilidade financeira e continuidade do projeto esportivo

john-textor-848×477-1

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) Botafogo protocolou, na quinta-feira, 14 de maio de 2026, um pedido formal de Recuperação Judicial junto à Justiça. O movimento legal visa proteger a continuidade das atividades do clube e garantir a estabilidade financeira em um cenário de grave crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O documento apresentado à Justiça responsabiliza publicamente a SAF pelo problema financeiro, detalhando um passivo sujeito à recuperação judicial que totaliza R$ 1,286 bilhão. O endividamento total da empresa ultrapassa os R$ 2,5 bilhões, valor que inclui um montante significativo de R$ 400 milhões referentes a dívidas tributárias.

Detalhes do Pedido de Recuperação Judicial

O pedido de RJ foi apresentado após a SAF já estar operando sob uma medida cautelar que havia congelado execuções de dívidas desde o final de abril. Segundo a nota oficial divulgada pela companhia, a medida é considerada indispensável para reorganizar a estrutura e assegurar a manutenção do projeto esportivo do Botafogo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A SAF esclareceu que o processo de Recuperação Judicial representa uma nova etapa de reorganização estruturada. Este procedimento legal visa conferir maior estabilidade jurídica e financeira, permitindo que o clube conduza negociações de forma organizada com credores, parceiros comerciais e investidores estratégicos.

Leia também

A administração do clube enfatizou que o ajuizamento da RJ é crucial para criar um ambiente de previsibilidade e supervisão judicial, elementos necessários para o reequilíbrio financeiro da companhia. A medida também se mostra vital diante das sanções desportivas recentes, como os transfer bans impostos pela FIFA, que exigiram um avanço imediato para proteger a competitividade.

Contexto Financeiro e Descapitalização Alegada

A companhia apontou que a situação de fragilidade foi agravada por diversos fatores, incluindo bloqueios financeiros sucessivos, vencimentos antecipados de obrigações e severas restrições de caixa. Segundo a própria SAF, o clube sofreu um intenso processo de descapitalização dentro da estrutura do Grupo Eagle Football, grupo ligado a John Textor.

A administração do Botafogo alegou que mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao clube, enquanto os aportes financeiros essenciais para a manutenção das atividades esportivas não foram realizados. A SAF ressaltou que, enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos substanciais, o Botafogo permaneceu por mais de um ano sem injeções relevantes de recursos.

O comunicado apontou que a condução adotada pela Eagle Football e por John Textor teria demonstrado um “absoluto descompromisso” com a estabilidade do clube. A administração reforçou que a intenção é garantir que o Botafogo possa continuar suas operações de maneira transparente e estável.

Apesar da crise, a SAF reafirmou seu compromisso com a continuidade das atividades, garantindo que a gestão continuará trabalhando para que o clube possa superar os desafios financeiros e retornar à sua trajetória de sucesso.