Rússia revisa previsões do setor de petróleo e gás e aponta desafios para os próximos anos
A Rússia revisa suas previsões para o setor de petróleo e gás, enfrentando desafios como sanções e ataques. Descubra os detalhes dessa mudança impactante!
Revisão das Previsões do Setor de Petróleo e Gás na Rússia
A Rússia ajustou para baixo suas previsões para o setor de petróleo e gás nos próximos três anos, abrangendo a produção de petróleo bruto, gás e exportações, conforme informou o Ministério da Economia do país nesta segunda-feira (12). A Reuters destacou que a nação enfrenta dificuldades na indústria de petróleo e gás, como sanções ocidentais e ataques de drones ucranianos à infraestrutura energética, resultando em uma queda na produção de petróleo no início de abril.
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A receita tributária proveniente do petróleo e gás representa cerca de 25% da receita do orçamento federal russo, sendo que a Rússia tributa a produção de petróleo, e não as exportações. A revisão das perspectivas para o setor reflete uma revisão geral da economia, em meio a altos gastos militares, taxas de juros elevadas e sanções ocidentais.
Produção e Exportações
No cenário base, a produção de petróleo e gás condensado foi ajustada para 511 milhões de toneladas métricas neste ano, o que equivale a 10,22 milhões de barris por dia, em comparação com a previsão inicial de 525,2 milhões de toneladas. Este número está alinhado com os 511,4 milhões de toneladas produzidos pela Rússia em 2025.
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As expectativas para os anos seguintes também foram reduzidas.
As exportações de petróleo bruto, segundo o cenário base, foram diminuídas em 4,5 milhões de toneladas para 237,2 milhões de toneladas neste ano, em relação à previsão anterior, e em 16,5 milhões de toneladas, totalizando 227,4 milhões de toneladas para o próximo ano.
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Cenário Negativo
No cenário negativo, que considera preços mais baixos das commodities, a produção de petróleo deve cair para 497,2 milhões de toneladas neste ano e para 502,2 milhões de toneladas no ano seguinte. Nesse contexto, as exportações de petróleo devem diminuir ao longo de dois anos, alcançando 223,6 milhões de toneladas em 2026 e 213,8 milhões de toneladas em 2027, sem ultrapassar os níveis de 2025 até mesmo em 2029.
Na previsão, o Ministério da Economia manteve o preço do petróleo Urals, principal produto do país, inalterado para este ano, fixado em US$ 59 por barril, apesar do aumento para mais de US$ 100 após o fechamento, em março, de um importante oleoduto, que era responsável por 20% do petróleo mundial.