Rússia nega acusações de interferência nas eleições franceses
Investigação judicial apura possíveis interferências russas nas eleições presidenciais franceses com foco em figuras políticas proeminentes.
A Rússia negou, nesta terça – feira 25, qualquer tentativa de influenciar o desenrolar das próximas eleições presidenciais francesas no país europeu vizinho. Moscou classificou as acusações levantadas contra si como mera “propaganda anti – Rússia”.
O cenário político francês está em alerta devido à proximidade do pleito presidencial que ocorrerá ainda neste ano para definir um novo líder na França.
Tensão política e a preocupação com interferência externa
As autoridades governamentais da França manifestam receio quanto possíveis tentativas russas de manipular os resultados eleitorais. Segundo relatos apurados sobre o contexto geopolítico, há uma grande apreensão de que haja esforços visando favorecer candidatos mais alinhados aos interesses ou ao discurso promovido pelo Kremlin no âmbito dos conflitos envolvendo Ucrânia.
A tensão é agravada pela posição atual: desde 2017, quem ocupa a presidência francesa tem sido descrito como um defensor ferrenho do país vizinho na Europa Oriental em relação à guerra e às ações militares desenvolvidas ali.
Investigação judicial contra figuras políticas proeminentes
Nesse clima tenso, houve movimentações judiciais importantes. A Procuradoria da República Francesa abriu formalmente uma investigação que apura possível interferência russa direcionada especificamente a três nomes políticos de destaque ou ex – ministros:
Entre os investigados estão o antigo primeiro – ministro Édouard Philippe (que atuou no período entre 2017 e 2020) — um político identificado como centro – direita —, além do candidato Gabriel Attal; também está sob escrutínio o eurodeputado social – democrata Raphaël Glucksman.
Declarações sobre “ameaça” definem corrida presidencial
“Estamos constatando que, para muitos candidatos na disputa pelo cargo máximo da França, a campanha eleitoral envolve declarações de grande repercussão. Essas falas são apresentadas quase como parte de seu ‘programa obrigatório’ em relação ao combate à ‘ameaça russa’ ou no apoio incondicional dado ao regime sediado em Kiev”, afirmou Maria Zakharova,
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porta – voz do Ministério das Relações Exteriores russo e fonte oficial dessas informações divulgada por meio de comunicado.
Zakharova ainda fez um apelo direto aos cidadãos franceses: “Espera – se que a maioria dos cidadãos francês aja com bom senso e se recuse totalmente a ser enganada pela propaganda anti –Rússia, considerada baixa qualidade”.
O primeiro turno para as eleições presidenciais está oficialmente marcado para ocorrer durante o mês de abril deste próximo ano civil.