Rússia justifica ataque em larga escala à Ucrânia como resposta a “atos terroristas”

O Ministério da Defesa da Rússia justifica ataque em larga escala à Ucrânia, alegando retaliação a “atos terroristas”. Entenda os desdobramentos desse conflito.

(Imagem de reprodução da internet).

Ministério da Defesa Russo Justifica Ataque à Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia declarou nesta terça-feira (2) que o ataque em larga escala contra a Ucrânia durante a noite foi uma resposta a “atos terroristas” direcionados a alvos dentro do território russo. Segundo as autoridades russas, diversos alvos militares ucranianos foram atingidos.

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As autoridades ucranianas relataram que drones e mísseis russos bombardearam a capital, Kiev, e outras cidades, resultando em mais de 100 feridos, após dias de alertas sobre um grande ataque por parte de Moscou.

Em um comunicado, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou: “Durante a noite, em resposta a atos terroristas do regime de Kiev, as forças armadas da Federação Russa realizaram um ataque maciço utilizando armamento de alta precisão e longo alcance, baseado em aeronaves, terra e mar.” O Kremlin informou que mísseis hipersônicos e drones foram usados para atacar sete regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Zaporíjia e Kharkiv, com foco em locais estratégicos para as forças armadas ucranianas, como instalações de combustível, transporte e aeródromos militares.

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Retaliação e Conflito em Curso

Na semana passada, o governo russo havia alertado que iniciaria “ataques sistemáticos” contra alvos em Kiev, em retaliação a um ataque devastador com drones ucranianos em uma cidade controlada pela Rússia no leste da Ucrânia, que resultou na morte de 21 pessoas.

A Ucrânia, por sua vez, afirmou ter atacado um centro de comando de drones na área, negando que o ataque tivesse como alvo estudantes.

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Na noite de segunda-feira (1º), Vladimir Putin comentou que Kiev “abriu uma nova página em uma série de crimes” com o ataque ao dormitório e a um prédio de apartamentos em uma região da Ucrânia controlada pela Rússia. Ambos os lados negam ter atacado civis intencionalmente, mas o conflito já resultou em milhares de mortes, a maioria de civis ucranianos.

Estima-se que milhares de soldados também tenham perdido a vida na linha de frente, embora nenhum dos lados divulgue números oficiais de baixas militares.

Contexto da Guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou uma invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e atualmente controla cerca de um quinto do território ucraniano. Em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Enquanto isso, a Ucrânia tem realizado ataques visando destruir a infraestrutura essencial do Exército russo, e o governo de Putin tem respondido com ofensivas, incluindo o uso de drones.

Os Estados Unidos estimam que 1,2 milhão de pessoas tenham ficado feridas ou mortas devido ao conflito, que continua a se intensificar, com ambos os lados mantendo suas posições e estratégias em meio a um cenário de guerra prolongado.