Rússia intensifica ataques aéreos na Ucrânia com uso recorde de mísseis e drones destrutivos
Os ataques aéreos da Rússia à Ucrânia atingem níveis alarmantes, com mísseis hipersônicos e drones em uma estratégia devastadora. Descubra os detalhes dessa
Intensificação dos Ataques Aéreos da Rússia à Ucrânia
Nos últimos meses, os ataques aéreos da Rússia contra a Ucrânia aumentaram significativamente, com um uso recorde de drones e mísseis de alta velocidade. Enquanto as forças russas enfrentam dificuldades para conquistar território, os bombardeios têm como objetivo sobrecarregar as defesas aéreas ucranianas.
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Essa estratégia envolve o lançamento de grandes quantidades de drones baratos, seguidos por mísseis balísticos e, finalmente, mísseis de cruzeiro, tudo em uma sequência planejada para maximizar os danos.
Especialistas indicam que essa tática de “sobrecarga” resulta em um maior número de mísseis atingindo seus alvos. Na terça-feira (2), os ataques incluíram a utilização de oito mísseis hipersônicos “Zircon”, que são extremamente difíceis de interceptar e têm poder destrutivo suficiente para eliminar porta-aviões.
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Segundo autoridades ucranianas, este foi o maior número de mísseis hipersônicos empregados em uma única ofensiva, e nenhum deles foi abatido. O resultado foi trágico, com 23 mortos e 151 feridos em todo o país.
Desafios e Respostas da Defesa Ucraniana
Um fator importante para o aumento da frequência e intensidade dos ataques aéreos é a dificuldade da Rússia em obter avanços em terra. Thomas Withington, pesquisador associado do think tank britânico Rusi, destacou que a Rússia está perdendo sua capacidade de exercer pressão militar sobre a Ucrânia.
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Em abril, a Ucrânia conseguiu retomar mais território do que a Rússia havia conquistado desde 2024, o que indica uma mudança no equilíbrio de forças.
Withington também observou que, diante da situação atual, o uso do poder aéreo pode ser a única opção disponível para a liderança russa, que busca algum efeito estratégico sobre a Ucrânia. Em relação aos drones, a análise do CSIS revelou que o número de ataques aumentou de 2 mil para mais de 8 mil em um mês.
Apesar de alguns drones conseguirem atingir alvos, as defesas aéreas da Ucrânia têm se mostrado eficazes, interceptando cerca de 90% dos drones a cada mês.
Desafios na Interceptação de Mísseis
Entretanto, a Ucrânia enfrenta maiores dificuldades para interceptar mísseis balísticos e os hipersônicos “Zircon”, que se movem a velocidades extremamente altas. Os ataques de terça-feira incluíram 41 mísseis balísticos, superando o total lançado pela Rússia durante todo o mês anterior, com trinta deles atingindo alvos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mencionou que o país recebe apenas de 60 a 65 mísseis interceptores por mês, devido a limitações na produção.
Yurii Ihnat, porta-voz da Força Aérea Ucraniana, afirmou que não há mísseis suficientes para o sistema Patriot, uma vez que muitos foram utilizados em conflitos no Oriente Médio. Além disso, os mísseis balísticos são direcionados a regiões menos protegidas, o que representa um desafio adicional para as defesas.
Especialistas destacam que, considerando os recursos limitados, a capital, Kiev, que é um alvo estratégico, deveria ter uma defesa mais robusta em comparação a outras áreas.
Consequências dos Ataques em Kiev e Outras Regiões
Apesar disso, os ataques em Kiev resultaram em danos significativos a edifícios residenciais e comerciais, além de incêndios e veículos em chamas nas ruas. Algumas instalações militares também foram atingidas, conforme relatado pelo Ministério da Defesa russo.
Durante a última onda de ataques, as defesas aéreas da cidade pareceram menos ativas, com explosões sendo ouvidas, mas sem o som dos disparos dos sistemas de defesa.
Em outras partes da Ucrânia, a ofensiva causou diversas vítimas na cidade de Dnipro e atingiu instalações de energia na região de Kharkiv. Um dos ataques foi um “duplo disparo”, que resultou na morte de um bombeiro em Dnipro enquanto ele atendia uma ocorrência.
A situação continua crítica, com as forças ucranianas lutando para proteger a população e a infraestrutura do país.