
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta quarta-feira, dia 8, que a estratégia dos Estados Unidos de promover um ataque agressivo e sem provocação contra o Irã falhou. Foi o primeiro comentário oficial russo sobre o tema.
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“Todas as declarações feitas sobre serem mais agressivos, mais ofensivos, escrever mais nas redes sociais e afirmar que a ‘vitória’ estaria logo ali, na esquina. Essa posição sofreu mais uma derrota esmagadora. Assim como, aliás, a abordagem de um ataque agressivo, não provocado e unilateral”, declarou Zakharova à Rádio Sputnik.
A porta-voz também ressaltou o papel da Rússia no Oriente Médio. Segundo ela, o envolvimento russo na facilitação de um acordo foi alinhado com os interesses nacionais, o direito internacional e objetivos genuinamente humanitários.
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O presidente dos EUA anunciou na última terça-feira, dia 7, a suspensão dos ataques contra o Irã por um período de duas semanas. Essa declaração ocorreu uma hora antes do prazo de 48 horas estabelecido pelo próprio líder estadunidense como ultimato para que Teerã resolvesse a questão.
Trump divulgou em suas redes sociais que concordou com o cessar-fogo a pedido das autoridades paquistanesas. A condição imposta foi a abertura total do Estreito de Ormuz por Teerã. Ele acrescentou que outras questões poderiam fundamentar um acordo de paz.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o acordo de cessar-fogo, através de uma nota do Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. O Conselho enfatizou que o Irã mantém total capacidade de resposta, estando pronto para resistir a qualquer agressão dos EUA.
Teerã alegou que Washington aceitou todos os dez pontos de exigências, que incluem não agressão, manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, acordo sobre enriquecimento de urânio, suspensão de sanções primárias e retirada das forças americanas da região.
Por outro lado, Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, expressou ceticismo sobre o plano de paz. Ele acredita que Washington não aceitará os termos, pois isso seria muito humilhante para os EUA e representaria uma vitória para o país adversário.
Medvedev considerou que apenas o fato de o presidente dos EUA concordar em discutir o plano de paz proposto por Teerã já constituiu um sucesso para os iranianos. Ele questionou a aceitação dos termos, como compensação por danos e controle do Estreito de Ormuz.
O vice-presidente russo concluiu seu comentário questionando se haveria mais hostilidades após o acordo, sugerindo que a situação seria tensa mesmo com a trégua.
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Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
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