A tensão na região do Caribe escalou nesta quinta-feira (26) após um incidente envolvendo a detenção de uma embarcação na costa de Cuba. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, classificou o evento como uma “provocação agressiva” dos Estados Unidos, com o objetivo de intensificar a situação e potencialmente desencadear um conflito.
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A declaração veio após o Ministério do Interior cubano relatar que uma lancha, que havia aberto fogo contra autoridades locais, foi interceptada.
Reações e Acusações
Os guardas de fronteira cubanos responderam ao ataque, resultando na morte de quatro pessoas a bordo da lancha, que estava registrada nos Estados Unidos. Além disso, seis ocupantes e agentes de segurança cubanos ficaram feridos. As autoridades cubanas alegaram que a lancha, que operava ilegalmente, tinha como objetivo uma infiltração com fins terroristas, uma acusação que foi corroborada por confissões dos ocupantes, que admitiram planos de invasão armada com o objetivo de cometer atos terroristas.
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Comentários do Kremlin
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que os guardas de fronteira cubanos agiram de forma apropriada diante da situação. Ele enfatizou a importância de que todas as partes mantenham a calma e evitem provocações. Peskov também mencionou relatos das autoridades cubanas sobre as confissões dos detidos, rejeitando a necessidade de comentários adicionais sobre o assunto.
Contexto da Tensão EUA-Cuba
O incidente ocorre em um contexto de crescente tensão entre Estados Unidos e Cuba, exacerbada por eventos recentes, como o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro e a interrupção do fornecimento de petróleo à ilha. O secretário de Estado Marco Rubio declarou que Washington está coletando informações sobre o ocorrido.
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A Casa Branca, sob a administração de Donald Trump, intensificou a pressão sobre Havana, expressando interesse em mudanças políticas no país caribenho, que é considerada uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
Consequências e Perspectivas
No final de janeiro, os Estados Unidos implementaram uma ordem executiva que permite a imposição de tarifas de importação sobre países que comercializam petróleo com Cuba. O governo cubano denuncia que essa medida visa sufocar a economia do país e impor condições de vida insustentáveis à sua população, devido ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
O confronto na costa de Cuba representa uma nova escalada nas tensões entre os dois países, com implicações significativas para a estabilidade da região do Caribe.
