Rubén Rocha, governador de Sinaloa, pede licença em meio a investigação de tráfico de drogas

Rubén Rocha, governador de Sinaloa, pede licença durante investigação de tráfico de drogas. Entenda os desdobramentos dessa polêmica decisão!

Governador de Sinaloa solicita licença durante investigação

O governador de Sinaloa, Rubén Rocha, anunciou na sexta-feira (1°) que pediu ao Congresso local uma licença para se afastar temporariamente do cargo. Essa decisão ocorre enquanto a FGR (Procuradoria-Geral da República) investiga uma acusação de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas, feita pelo governo dos Estados Unidos.

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Em uma mensagem de vídeo divulgada na noite anterior, Rocha rejeitou as alegações do Departamento de Justiça dos EUA e afirmou que sua renúncia visa “facilitar as ações das autoridades mexicanas no referido processo de investigação”.

O anúncio de Rocha veio poucas horas após a FGR informar que, após analisar o pedido dos Estados Unidos para a prisão preventiva de Rocha e de outras nove pessoas, concluiu que não havia provas suficientes para dar continuidade ao processo. A FGR também mencionou que solicitará mais provas aos Estados Unidos e revisará o caso.

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Segundo a Constituição local, o pedido de licença de Rocha ainda precisa ser aprovado pelo Congresso estadual.

Defesa do governador e contexto político

“Tenho a consciência tranquila; uma vida inteira de trabalho respalda minhas palavras”, declarou Rocha em sua mensagem. Ele enfatizou que as acusações contra ele são falsas e maliciosas, afirmando que pode olhar nos olhos de seu povo e de sua família, pois não os traiu e jamais o fará.

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Rocha também se comprometeu a não permitir que o caso seja utilizado para prejudicar o movimento político do partido governista Morena, conhecido como a “quarta transformação”.

A acusação contra Rocha foi tornada pública pelos Estados Unidos na quarta-feira. O Departamento de Justiça alega que o governador e outras nove pessoas, incluindo funcionários atuais e antigos, estariam envolvidos em crimes de tráfico de drogas e armas, em uma suposta aliança com o crime organizado.

Assim como Rocha, os outros réus negaram as acusações.

Rocha assumiu o governo de Sinaloa em 2021, após vencer as eleições daquele ano, representando o partido Morena, que também é o partido da presidente do México, Claudia Sheinbaum. Na quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa, Sheinbaum leu uma declaração afirmando que seu governo não protegerá ninguém que tenha cometido um crime, ressaltando que cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se há provas suficientes para prosseguir com o processo contra Rocha.

A presidente também comentou que este caso poderia representar um ato de pressão, especialmente desde que Donald Trump iniciou seu segundo mandato presidencial em 20 de janeiro de 2025, insistindo que o México não age com firmeza contra os grupos do crime organizado.