Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab enfrentam desafios em estados chave para eleição ao Planalto

A chapa do PSD, liderada por Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, enfrenta desafios significativos em estados estratégicos para a eleição presidencial.

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, anuncia Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, como seu vice

A chapa do PSD para a eleição ao Palácio do Planalto, que terá Ronaldo Caiado como candidato à presidência e Gilberto Kassab na vice, enfrenta desafios em estados chave da corrida. O ex – governador de Goiás confirmou Kassab para o cargo de vice na última quarta – feira (1º.

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Após o anúncio, Kassab conversou com a imprensa e negou que as alianças estaduais possam ser vistas como oportunismo ou indício de crise interna no partido. “O PSD é um partido que vive em harmonia, com lideranças sérias e comprometidas. Todos esses candidatos têm suas circunstâncias locais, não por oportunismo”, afirmou.

Alianças em São Paulo

No estado de São Paulo, que em 2024 contava com mais de 34 milhões de eleitores aptos a votar, o PSD irá apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, o governador, ex – ministro do governo Jair Bolsonaro, deverá dar seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.

Kassab defendeu sua decisão de manter o apoio a Tarcísio, mesmo sem reciprocidade. Para ele, a reeleição do governador é fundamental tanto para São Paulo quanto para o Brasil. “Sabemos que o candidato do Tarcísio é o Flávio Bolsonaro, não é o Caiado”, destacou.

Tarcísio também reforçou seu apoio a Flávio durante uma entrevista: “Meu candidato vai ser o Bolsonaro ou quem ele indicar. E o Bolsonaro indicou o Flávio, então meu candidato é ele”, disse.

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Minas Gerais e outros estados

Em Minas Gerais, onde se encontra o segundo maior colégio eleitoral do país, o PSD conta com Mateus Simões buscando reeleição. Contudo, Simões decidiu apoiar Romeu Zema (Novo), seu ex – vice nas últimas eleições gerais de 2022.

O governador justificou sua escolha citando coerência e lealdade à política fiscal implementada por Zema em Minas Gerais. “Acredito que os desafios enfrentados pelo Brasil hoje são semelhantes aos que Minas passou há alguns anos”, declarou Simões em entrevista à CNN.

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Cássio Soares, presidente do diretório estadual do PSD em Minas Gerais, considerou a decisão de Simões um “acordo prévio sensato” e garantiu que todos os membros têm liberdade para escolher seus candidatos. Ele próprio apoiará Caiado: “Reafirmo meu compromisso com as pré – candidaturas de Ronaldo Caiado à Presidência e Gilberto Kassab à Vice – Presidência.”

Disputa no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes será o nome do PSD na corrida pelo governo estadual. Porém, assim como ocorreu durante as eleições municipais de 2024, Paes deve apoiar a reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT.

Kassab comentou sobre a situação dos diretórios estaduais: “Não faz sentido não compreendermos as circunstâncias do Eduardo Paes, cuja candidatura tem apoio de várias lideranças que não estão na candidatura do Caiado”, destacou.

Recentemente, o PT no Rio já havia oficializado seu apoio ao presidente Lula. Na Bahia, Otto Alencar (PSD – BA), presidente estadual da sigla baiana, participou de um evento ao lado de Lula e reafirmou sua posição: “O PSD da Bahia vai marchar com Luiz Inácio Lula da Silva”, disse durante a inauguração de um hospital em Alagoinhas.

Fechamento das alianças

A dinâmica das alianças políticas demonstra um cenário complexo para o PSD nas próximas eleições. As decisões em cada estado refletem não apenas as preferências locais mas também as estratégias nacionais que podem impactar diretamente nas chances da candidatura presidencial de Caiado.