Rombo de R$ 9,2 bilhões nos Correios força governo a remanejar R$ 3 bilhões no orçamento federal

Déficit de R$ 9,2 bilhões nos Correios força governo a remanejar R$ 3 bilhões no orçamento. Medidas de reestruturação buscam reverter a crise.

27/11/2025 10:43

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(Imagem de reprodução da internet).

Rombo nos Correios Impacta Orçamento Federal

O déficit estimado em R$ 9,2 bilhões nos Correios e em outras estatais federais levou o governo a modificar a alocação de recursos no orçamento deste ano. De acordo com o relatório bimestral dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, a equipe econômica precisou remanejar R$ 3 bilhões para manter as contas dentro da meta fiscal, que prevê um déficit primário de R$ 31 bilhões.

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A alteração foi motivada principalmente pela previsão negativa relacionada aos Correios. O Ministério da Fazenda expressou sua insatisfação com os resultados, que contrariam os esforços para eliminar o déficit da União. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, destacou que a situação dos Correios é alarmante e que os resultados do quarto para o quinto bimestre foram muito piores do que o esperado.

Medidas para Reverter a Situação

O aumento na projeção do déficit em R$ 3,7 bilhões é atribuído, em grande parte, à reprogramação dos Correios. Débora Oliveira, âncora do CNN Money, ressaltou que o rombo das estatais está crescendo de forma preocupante, com os Correios sendo um dos principais responsáveis pela deterioração dos resultados no relatório do quinto bimestre.

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Para tentar reverter essa situação, o programa de reestruturação dos Correios foi aprovado recentemente. As principais medidas incluem o fechamento de até mil agências ineficientes, um programa de demissão voluntária, a venda de imóveis e cortes de despesas, como a reestruturação dos planos de saúde dos funcionários remanescentes.

Desafios Futuros

Apesar das mudanças, a estatal afirmou que não abrirá mão do monopólio nos serviços postais no Brasil. No primeiro semestre, os serviços postais geraram um custo de R$ 5,4 bilhões, resultando em um déficit líquido de R$ 4,5 bilhões. Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos, comentou que a situação das estatais não está recebendo a atenção necessária, e que a privatização das mais deficitárias seria ideal, embora difícil sob o atual governo.

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Se as novas medidas não forem implementadas e a situação dos Correios não melhorar, o prejuízo em 2026 pode alcançar até R$ 23 bilhões, complicando ainda mais os esforços do governo para equilibrar as contas públicas e eliminar o déficit fiscal até 2026.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.