Rodrigo Bacellar será transferido para presídio federal após decisão de Alexandre de Moraes

Rodrigo Bacellar, ex – presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), será transferido para um presídio federal após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. As autoridades não revelaram a data da transferência nem o local de destino por motivos de segurança.
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Atualmente, Bacellar se encontra detido no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, localizado no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Nesta quinta – feira (2), durante uma nova fase da Operação Unha e Carne, o ex – presidente da Alerj foi levado da unidade prisional até a Superintendência da PF (Polícia Federal), na Zona Portuária do Rio, devido ao cumprimento de um novo mandado expedido pelo STF.
Mandados cumpridos pela Polícia Federal
A Polícia Federal cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Um dos alvos dessa operação foi Marco Antônio Cabral, ex – deputado federal e filho do ex – governador Sérgio Cabral.
Além das buscas, foram expedidos três mandados de prisão preventiva contra Marcio Poncio, pastor e pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade); Rodrigo Bacellar; e Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho.
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Marcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio. Já Adilsinho havia sido capturado em fevereiro deste ano em uma mansão em Cabo Frio, Região dos Lagos, sendo considerado até então o contraventor mais procurado do estado. As investigações revelam que ele estaria envolvido em atividades como produção e comercialização de cigarros falsificados, exploração de pontos do jogo do bicho na zona norte da capital e homicídios.
Investigações sobre lavagem de dinheiro
Nesta fase da Operação Unha e Carne, a PF investiga as ligações entre a política fluminense e a contravenção. De acordo com a corporação, nas etapas anteriores foram apreendidas listas atribuídas a Adilsinho que continham registros de uma suposta mesada paga a políticos, além de doações eleitorais a agentes públicos.
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Agora, as investigações se aprofundam em um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho.
O STF também determinou o sequestro de bens e valores até o limite de R 22 milhões. As defesas dos envolvidos estão se manifestando sobre as acusações: a defesa de Adilson Coutinho afirma que ele nega ter pago vantagens indevidas e confia no Judiciário; a defesa de Rodrigo Bacellar informa que está se inteirando das acusações; já a defesa de Marco Antônio Cabral nega categoricamente qualquer envolvimento com os crimes investigados e afirma estar à disposição das autoridades.
A CNN ainda tenta contato com a defesa do pastor Marcio Poncio.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



