Robson Caetano presta emocionante homenagem a Oscar Schmidt após sua morte aos 68 anos

Robson Caetano presta emocionante homenagem a Oscar Schmidt, relembrando sua trajetória e a vitória histórica do Brasil no Pan-Americano de 1987.

17/04/2026 19:46

3 min

Robson Caetano presta emocionante homenagem a Oscar Schmidt após sua morte aos 68 anos
(Imagem de reprodução da internet).

Robson Caetano presta homenagem a Oscar Schmidt

Em entrevista ao Hora H, o ex-atleta olímpico Robson Caetano homenageou Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro que faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Robson ressaltou a autenticidade e a dedicação do “Mão Santa”, relembrando momentos marcantes da trajetória do lendário jogador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele descreveu Oscar como “uma figura fora da curva”, que cativava as pessoas não apenas por sua estatura, mas principalmente por sua gentileza. “Ele era uma pessoa extremamente gentil, que tinha como parceira a Maria Cristina”, afirmou, enviando seus sentimentos à família do ex-jogador.

Vitória histórica em Indianápolis

Um dos principais tópicos da conversa foi a lembrança do Pan-Americano de 1987, quando Brasil e Robson Caetano estavam juntos na delegação brasileira. “Nós estivemos juntos no Pan-Americano de 1987, um Pan-Americano memorável”, recordou Robson, que conquistou a medalha de prata nos 200 metros rasos naquela competição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ex-velocista narrou com entusiasmo a vitória histórica do Brasil sobre os Estados Unidos no basquete, em solo americano. “Ver o que aquela seleção de basquete produziu em quadra, liderada por esse gênio que chamavam de ‘Mão Santa’, foi incrível”, destacou.

Robson explicou que a estratégia brasileira consistia em forçar os americanos a arremessarem de três pontos, aproveitando-se de uma fraqueza da equipe local nesse fundamento. “Nós viramos a página naquele momento e apresentamos algo muito impressionante e importante, que o brasileiro tem a capacidade de se superar em momentos difíceis”, afirmou Robson, lembrando que as apostas estavam todas a favor dos Estados Unidos.

Leia também

A vitória em Indianápolis deixou uma marca profunda no esporte brasileiro e consagrou Oscar Schmidt como um ídolo nacional.

Amor pela seleção brasileira

Robson também destacou o patriotismo de Oscar e sua decisão de continuar defendendo a seleção brasileira. “Ele recebeu o convite para jogar o basquete americano e o recusou porque teria que desistir da camisa verde e amarela”, explicou, referindo-se às regras da época que impediam atletas profissionais de competir por seus países.

O ex-corredor relembrou uma conversa marcante que teve com Oscar após o Pan-Americano de 1987, quando o jogador de basquete lhe disse: “Robson, eu não sei fazer outra coisa se não jogar basquete. Eu vou jogar basquete até os últimos dias da minha vida”.

Essa frase, segundo Robson, o fez entender o caminho que Oscar trilhou com sucesso como palestrante. “Nós somos uma geração que está indo, mas estamos deixando um legado de vitórias, um legado de aprendizado, um legado de muita dedicação e esforço”, destacou Robson, enfatizando a importância do treinamento e da perseverança, valores que Oscar Schmidt sempre representou ao longo de sua carreira.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!