Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, expressou suas críticas em uma entrevista ao WW na quinta-feira (2) sobre a postura do governo brasileiro em relação ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, uma consequência da guerra no Oriente Médio.
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Ele afirmou que a atitude do governo representa uma “volta ao passado”, ao manter os preços dos combustíveis sob controle em um cenário de alta, o que prejudica tanto a empresa quanto seus acionistas, incluindo o governo federal.
Castello Branco destacou que a Petrobras não é uma empresa totalmente estatal, mas uma sociedade de economia mista, onde investidores privados detêm mais de 60% do capital. Ele enfatizou que essa situação resulta em um sacrifício para os acionistas privados e para o governo, que também é acionista da empresa.
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Além disso, o ex-presidente criticou a imposição do imposto de exportação sobre o petróleo, considerando essa medida distorciva. Segundo ele, se o governo permitisse que o mercado operasse livremente, haveria uma receita adicional de dividendos e uma maior arrecadação de impostos para o governo.
Castello Branco também defendeu a necessidade de uma definição clara sobre o modelo de gestão da Petrobras, sugerindo que o governo deveria optar entre a estatização ou a privatização total. Ele alertou que a estatização seria uma “péssima decisão”, com possíveis impactos negativos na economia, como a desestímulo a investimentos e o aumento do endividamento público.
Por outro lado, ele considerou a privatização como uma alternativa benéfica para todos os envolvidos, afirmando que isso poderia resultar em ganhos para a sociedade brasileira e para os acionistas.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
