A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, rejeitar os pedidos para convocar a lobista Roberta Luchsinger ao colegiado. A decisão, por 16 votos contra 12, ocorreu em meio a uma investigação que a conecta ao ex-presidente Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
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Luchsinger nega as acusações.
Sigilos Revelados e Análise Policial
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, em janeiro de 2026, a quebra de sigilos telefônicos do filho do presidente, como parte de uma série de medidas que incluíram o acesso a informações de Roberta Luchsinger. A CPMI já havia aprovado a quebra do sigilo de Roberta em 26 de fevereiro.
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A Polícia Federal está analisando os dados da lobista e de Lulinha, buscando evidências de possíveis recebimentos de recursos provenientes de descontos ilegais em aposentadorias e de atividades de movimentação de despesas para o filho de Lula, que reside na Espanha.
Conexões e Interações de Roberta Luchsinger
Roberta Luchsinger mantém uma relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva. Dados do Poder360 revelam que os dois viajaram juntos pelo menos seis vezes entre dezembro de 2024 e março de 2025, utilizando o mesmo código localizador em viagens a Portugal e cinco estados brasileiros.
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Registros indicam que conversas entre Roberta e “Careca do INSS” frequentemente mencionam Lulinha. Uma anotação em sua agenda, com a referência direta a “Fábio (filho Lula)”, detalha informações sobre credenciais para acesso a um camarote em um evento em Brasília, cuja data e natureza não foram divulgadas.
Investigação em Andamento e Desdobramentos
A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que Roberta Luchsinger atuou como intermediária entre Lulinha e “Careca do INSS”. A investigação busca determinar se ela recebeu recursos ilícitos provenientes de descontos fraudulentos em aposentadorias e se desempenhou como uma espécie de caixa para despesas de terceiros.
O ministro Mendonça, responsável pela investigação no STF, enfatizou a necessidade de uma fundamentação mais concreta para justificar a quebra de sigilos, tendo autorizado previamente a medida em dezembro de 2021. Ainda há investigações sobre o caso do Banco Master, conduzido pelo Banco Central, com suspeitas de uso de títulos de crédito falsos.
