A rivalidade entre Anthropic e OpenAI esquenta com críticas acirradas nas redes sociais. Descubra os detalhes dessa disputa que pode moldar o futuro da IA!
Uma disputa entre duas das principais empresas de inteligência artificial do mundo emergiu nesta semana, com a Anthropic e a OpenAI trocando críticas nas redes sociais. Essa tensão destaca os desafios na corrida pela IA, incluindo regulamentação, mercado de trabalho e as grandes quantias de dinheiro envolvidas.
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Uma série de anúncios durante o Super Bowl, na quarta-feira (4), provocou uma reação em cadeia. A Anthropic deixou claro que não exibirá anúncios em seu chatbot Claude, logo após a OpenAI anunciar que anúncios seriam introduzidos no ChatGPT. Executivos da OpenAI, como Sam Altman, rapidamente acusaram a concorrente de veicular informações “enganosas” e criticaram seu modelo de negócios.
A rivalidade entre as empresas é complexa, já que os fundadores da Anthropic são ex-funcionários da OpenAI, que saíram devido a divergências sobre a direção da empresa e a abordagem em relação à segurança da IA. Enquanto o ChatGPT se tornou amplamente conhecido, o Claude é preferido por muitos engenheiros de software, que destacam suas ferramentas, como Claude Code e Claude Cowork, como transformadoras no setor.
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A OpenAI também lançou sua própria ferramenta de programação, chamada Codex, e anunciou uma nova plataforma para gerenciar agentes de IA, chamada Frontier. Especialistas afirmam que a IA pode revolucionar a vida e o trabalho das pessoas, e a disputa entre essas duas empresas reflete visões divergentes sobre essas mudanças.
No dia 4, a Anthropic apresentou anúncios, dois dos quais serão exibidos durante o Super Bowl. Um deles mostra um homem buscando conselhos sobre como se comunicar melhor com sua mãe, culminando em uma crítica à OpenAI. Altman respondeu, chamando os anúncios de “desonestos” e afirmando que não representavam com precisão o funcionamento dos anúncios no ChatGPT.
Ele também criticou o modelo de negócios da Anthropic, alegando que oferece “um produto caro para pessoas ricas”. A Anthropic, por sua vez, defendeu seu modelo, afirmando que não busca maximizar o engajamento de um bilhão de usuários gratuitos, mas sim lucrar com contratos comerciais e assinaturas pagas.
A rivalidade também envolve quem irá moldar o futuro da IA. Dario Amodei, CEO da Anthropic, enfatiza a segurança como prioridade da empresa. Em resposta, Altman argumentou que a Anthropic tenta controlar o uso da IA, afirmando que a OpenAI se preocupa em tornar a IA acessível a todos.
Chris Lehane, vice-presidente de Assuntos Globais da OpenAI, destacou que a publicidade é uma forma de manter produtos gratuitos, um modelo que já beneficiou grandes empresas de tecnologia. Ele defendeu que questionar a publicidade é, na prática, questionar o acesso democrático à tecnologia.
Recentemente, o Wall Street Journal informou que a OpenAI planeja abrir capital na bolsa de valores no quarto trimestre de 2026, enquanto a Anthropic também considera um IPO até o final do mesmo ano. Ambas as empresas têm um valor de mercado que chega a centenas de bilhões de dólares.
Amodei, Altman e muitos funcionários de ambas as empresas são considerados bilionários. Um IPO poderia aumentar ainda mais essa fortuna e impactar o mercado de ações dos EUA e globalmente. A OpenAI exibirá seu comercial no Super Bowl neste domingo (8), destacando a capacidade de qualquer pessoa de construir novas soluções.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.