Risco de Pandemia Global por Hantavirose e Ebola é Baixo, Afirmam Especialistas

Autoridades de saúde garantem que o risco de pandemia global por hantavirose e Ebola é baixo. Entenda os fatores que limitam a disseminação dessas doenças.

Risco de Pandemia Global por Hantavirose e Ebola é Considerado Baixo

Apesar dos surtos sanitários recentes, as autoridades de saúde avaliam que o risco de que os atuais casos de hantavirose e o surto de ebola se tornem uma nova pandemia global é baixo. Essa avaliação se baseia principalmente na forma de contágio dessas doenças, que, ao contrário de vírus respiratórios como a covid-19, têm uma taxa de transmissibilidade reduzida, o que tende a limitar os casos a regiões específicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

André Bon, coordenador de infectologia do Hospital Brasília e head de Infectologia da Rede Américas, explica que tanto a hantavirose quanto o surto de ebola são eventos localizados, com baixo risco de disseminação global neste momento. Epidemias anteriores de Ebola, como as que ocorreram em Serra Leoa, Guiné e Libéria em 2014, também se restringiram a áreas onde a doença já circulava.

Dinâmica de Transmissão e Medidas de Contenção

A transmissão do Ebola exige contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, o que elimina a possibilidade de transmissão aérea. Por isso, medidas tradicionais de contenção, como o isolamento rigoroso de pacientes e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelas equipes médicas, são eficazes para controlar a propagação do vírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, o subtipo do Ebola em circulação apresenta uma taxa de letalidade em torno de 25%, que, embora alarmante, é inferior ao histórico da cepa Zaire. Bon ressalta que os casos estão fortemente relacionados a fatores sociais, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e barreiras para diagnóstico e isolamento precoce dos pacientes.

Hantavirose e Sintomas

No que se refere à hantavirose, o cenário de contenção é semelhante. O risco de disseminação internacional é considerado baixo, com apenas um subtipo do hantavírus, encontrado principalmente na Argentina e no Chile, apresentando transmissão entre pessoas.

Leia também

A maioria dos casos ocorre por contato com partículas de urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Os quadros clínicos de ambas as infecções são graves e requerem atenção imediata. O Ebola se manifesta inicialmente com febre alta, dores musculares intensas e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir para manifestações hemorrágicas e choque.

A hantavirose, por sua vez, inicia-se com febre, dores pelo corpo e dor de cabeça, acompanhadas de sintomas respiratórios, sendo a principal complicação a rápida evolução para insuficiência pulmonar grave.

Monitoramento Internacional

Embora o controle local dessas doenças esteja em andamento, os órgãos de saúde internacionais mantêm um alerta constante para evitar surpresas. Bon conclui que, apesar do baixo risco de pandemia global por hantavirose e Ebola neste momento, o maior potencial pandêmico ainda está associado a vírus respiratórios, que apresentam uma transmissão muito mais eficiente entre as pessoas.