Rio Grande do Sul em crise: sindicatos pedem 15,98% de reajuste salarial!
Centrais pressionam por valor maior para trabalhadores, buscando combater fuga para outros estados
As centrais sindicais do Rio Grande do Sul intensificaram a pressão por um reajuste de 15,98% nos pisos salariais, com a proposta sendo apresentada em reunião na quarta-feira (12), na Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Profissional. A iniciativa, conjunta das entidades representativas dos trabalhadores, busca fortalecer a distribuição de renda, impulsionar a economia local e, principalmente, melhorar as condições de vida de trabalhadores e trabalhadoras do estado.
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O índice proposto, que atualmente varia entre R$ 1.789,04 e R$ 2.267,21, dependendo da faixa, passaria para valores entre R$ 2.074,88 e R$ 2.629,45 a partir de maio.
A justificativa por trás da reivindicação reside na percepção de que o estado tem sofrido uma perda de mão de obra para regiões vizinhas, como Paraná e Santa Catarina, devido à precarização dos salários e das condições de trabalho. Segundo os representantes dos trabalhadores, um piso salarial mais robusto pode contribuir significativamente para reduzir a rotatividade no mercado de trabalho gaúcho, tornando-o mais competitivo.
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O secretário de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Tiago Pedroso, ressaltou que a valorização salarial impacta diretamente na permanência dos trabalhadores nas empresas.
Além do reajuste de 15,98%, as centrais sindicais propõem a inclusão de novas categorias profissionais nas faixas do piso regional. Uma das principais demandas é a incorporação do salário mínimo regional à Constituição do estado, com critérios de reajuste baseados no crescimento econômico e na inflação.
Também é reivindicada a garantia do piso como vencimento mínimo para os servidores públicos estaduais. Com um total de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras que poderiam ser beneficiados, a proposta representa um passo importante para garantir uma remuneração justa e digna.
O presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Rodrigo Callais, enfatizou que a valorização do salário mínimo regional é uma luta constante da entidade, visando a manutenção e o fortalecimento desse instrumento essencial para a classe trabalhadora.
Segundo ele, o piso atinge diretamente cerca de 1,5 milhão de trabalhadores no RS, especialmente aqueles que não estão organizados em sindicatos, e representa um importante injetor de poder de compra na economia do estado. Callais ressaltou que o mínimo regional vai além de um valor base, servindo como referência para negociações coletivas e influenciando valores em todo o estado.
A negociação está em andamento entre as centrais sindicais e o setor patronal, com o objetivo de alcançar um patamar que recomponha o poder de compra original do piso, que data de 2001.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.