Com a proximidade do feriado prolongado de Páscoa de 2025, preocupações sobre o aumento da violência contra mulheres no Rio Grande do Sul ressurgem. Diante desse cenário, a vereadora Grazi Oliveira (Psol), em parceria com o movimento feminista Semear-Psol, lançou a campanha “Por um feriado seguro para as mulheres”.
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O objetivo principal é promover a prevenção da violência e pressionar por medidas de proteção mais eficazes.
Oliveira destaca que os dados mostram um aumento de cerca de 70% nos casos de violência contra mulheres durante fins de semana e feriados. “Mesmo com a criação da Secretaria da Mulher pelo estado, o número de feminicídios continua alto, especialmente em períodos como a Semana Santa”, explica.
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A parlamentar ressalta que a maioria dos casos de violência ocorre justamente nesses períodos de folga e maior concentração de pessoas.
A vereadora enfatiza que a campanha busca engajar a sociedade e incentivar a denúncia. Ela acredita que o problema vai além de questões partidárias e exige a atenção de toda a comunidade. A iniciativa visa garantir que as mulheres se sintam seguras e encorajadas a buscar ajuda.
Oliveira defende a necessidade de políticas públicas estruturais para romper o ciclo de violência contra mulheres. A vereadora aponta que o acesso a auxílio-moradia, vagas em creches e apoio financeiro são cruciais para que as mulheres possam se sustentar e denunciar casos de violência. “Muitas vezes, o que impede a denúncia é a falta de recursos para sustentar os filhos”, afirma.
Entre as medidas propostas, estão o funcionamento 24 horas da Patrulha Maria da Penha, a abertura de abrigos sem restrições municipais e a criação de delegacias especializadas em tempo integral. A vereadora cita um relatório da comissão externa das deputadas federais, que aponta 95 medidas para combater a violência de gênero, ressaltando a importância de uma rede de proteção completa e eficiente.
A campanha orienta a população sobre onde buscar ajuda: o número 190 (emergência) e o 180 (denúncias). “É hora de unir forças”, conclui Oliveira. “Se as políticas públicas funcionarem, o feminicídio é evitável”.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.
