Rio em Crise: Manifestantes Exigem Ação Urgente Contra Desastres Climáticos!

Rio em crise: Manifestantes pressionam governo por ações climáticas!
Moradores de áreas afetadas por enchentes e deslizamentos se mobilizam contra o governo do governador Castro. Urgente: R$300 milhões para Defesa Civil vetados! Saiba mais

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Manifestação de Atingidos pela Crise Climática no Rio de Janeiro

Na próxima segunda-feira, 16, moradores afetados pela crise climática no Rio de Janeiro se mobilizarão em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O ato visa pressionar por medidas urgentes de adaptação e reparação, buscando políticas públicas que enfrentem a realidade da situação no estado.

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A iniciativa é liderada pelo MAB (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e busca chamar a atenção para a repetição de eventos climáticos extremos.

A manifestação destaca a ocorrência frequente de enchentes, alagamentos, inundações e deslizamentos, que afetam principalmente a Região Metropolitana, a Baixada Fluminense, a Região Serrana e a Costa Verde. Os atingidos apontam que o governo estadual, sob o comando do governador Castro, tem se oposto a projetos de lei que visam proteger a população vulnerável em situações de emergência climática.

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Dentre as ações vetadas, destacam-se um fundo de R$ 300 milhões para a Defesa Civil fluminense e medidas para proteger famílias de baixa renda do calor extremo.

Falhas na Prevenção e Resposta

Um relatório da Frente Parlamentar de Prevenção às Tragédias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aponta falhas na prevenção e resposta às chuvas. Em 2025, o investimento do governo estadual em ações de Defesa Civil foi de apenas 0,38% do orçamento, enquanto os Sistemas de Alerta e Alarme estão presentes em apenas 18% dos municípios.

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O governo gerencia 202 sirenes e 70 pluviômetros, com apoio das prefeituras, mas a situação permanece crítica.

O relatório também revela que apenas metade dos 92 municípios possui um Plano de Contingência para o período 2025/2026. A cada temporada de chuvas, a população mais vulnerável sofre, com famílias desabrigadas e desabrigadas. A situação é agravada pela falta de políticas habitacionais que garantam moradia digna e segura para as famílias afetadas.

Demandas dos Atingidos

O MAB exige a reavaliação dos vetos do governador Castro, a realização de obras estruturantes de drenagem e contenção de encostas, e o investimento em saneamento básico nos territórios mais afetados. Além disso, o movimento reivindica um plano permanente de contingência com participação popular, moradia definitiva para as famílias em áreas de risco e uma política estadual de abrigos para pessoas desalojadas.

A demanda por um Cartão Recomeçar, que garanta apoio financeiro para as vítimas de desastres climáticos, também é central.

O movimento também critica o leilão de 2022, que arrecadou mais de R$ 22 bilhões para empresas privadas na distribuição de água e tratamento de esgoto, sem que esse montante fosse revertido em investimentos em saneamento básico. A regulamentação da Política Nacional de Adaptação a Alterações Climáticas (PNAB), sancionada em dezembro de 2023, também é uma prioridade, buscando garantir a proteção da população vulnerável.

Suelen Sousa, da coordenação nacional do MAB, ressalta que os eventos climáticos extremos perpetuam o empobrecimento da população mais vulnerável, causando perdas materiais e impactos psicológicos profundos, como medo, angústia e sensação de abandono.

A luta dos atingidos busca garantir que o poder público reconheça a crise climática como uma questão de direitos e implemente medidas efetivas para proteger a população e promover a justiça climática.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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