Rio em crise: Manifestantes pressionam governo por ações climáticas!
Moradores de áreas afetadas por enchentes e deslizamentos se mobilizam contra o governo do governador Castro. Urgente: R$300 milhões para Defesa Civil vetados! Saiba mais
Na próxima segunda-feira, 16, moradores afetados pela crise climática no Rio de Janeiro se mobilizarão em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O ato visa pressionar por medidas urgentes de adaptação e reparação, buscando políticas públicas que enfrentem a realidade da situação no estado.
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A iniciativa é liderada pelo MAB (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e busca chamar a atenção para a repetição de eventos climáticos extremos.
A manifestação destaca a ocorrência frequente de enchentes, alagamentos, inundações e deslizamentos, que afetam principalmente a Região Metropolitana, a Baixada Fluminense, a Região Serrana e a Costa Verde. Os atingidos apontam que o governo estadual, sob o comando do governador Castro, tem se oposto a projetos de lei que visam proteger a população vulnerável em situações de emergência climática.
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Dentre as ações vetadas, destacam-se um fundo de R$ 300 milhões para a Defesa Civil fluminense e medidas para proteger famílias de baixa renda do calor extremo.
Um relatório da Frente Parlamentar de Prevenção às Tragédias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aponta falhas na prevenção e resposta às chuvas. Em 2025, o investimento do governo estadual em ações de Defesa Civil foi de apenas 0,38% do orçamento, enquanto os Sistemas de Alerta e Alarme estão presentes em apenas 18% dos municípios.
O governo gerencia 202 sirenes e 70 pluviômetros, com apoio das prefeituras, mas a situação permanece crítica.
O relatório também revela que apenas metade dos 92 municípios possui um Plano de Contingência para o período 2025/2026. A cada temporada de chuvas, a população mais vulnerável sofre, com famílias desabrigadas e desabrigadas. A situação é agravada pela falta de políticas habitacionais que garantam moradia digna e segura para as famílias afetadas.
O MAB exige a reavaliação dos vetos do governador Castro, a realização de obras estruturantes de drenagem e contenção de encostas, e o investimento em saneamento básico nos territórios mais afetados. Além disso, o movimento reivindica um plano permanente de contingência com participação popular, moradia definitiva para as famílias em áreas de risco e uma política estadual de abrigos para pessoas desalojadas.
A demanda por um Cartão Recomeçar, que garanta apoio financeiro para as vítimas de desastres climáticos, também é central.
O movimento também critica o leilão de 2022, que arrecadou mais de R$ 22 bilhões para empresas privadas na distribuição de água e tratamento de esgoto, sem que esse montante fosse revertido em investimentos em saneamento básico. A regulamentação da Política Nacional de Adaptação a Alterações Climáticas (PNAB), sancionada em dezembro de 2023, também é uma prioridade, buscando garantir a proteção da população vulnerável.
Suelen Sousa, da coordenação nacional do MAB, ressalta que os eventos climáticos extremos perpetuam o empobrecimento da população mais vulnerável, causando perdas materiais e impactos psicológicos profundos, como medo, angústia e sensação de abandono.
A luta dos atingidos busca garantir que o poder público reconheça a crise climática como uma questão de direitos e implemente medidas efetivas para proteger a população e promover a justiça climática.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.