Rio de Janeiro em Crise: Enchentes, Saúde Pública e a Tragédia da População

Rio de Janeiro choca com desastres e graves impactos na saúde! Enchentes repetidas expõem desigualdade e negligência. Estudos alertam: doenças crônicas podem durar até 210 dias! Saiba mais

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(Imagem de reprodução da internet).

Rio de Janeiro: A Tragédia da Água e o Impacto na Saúde da População

A repetição da cena de desastres naturais no Rio de Janeiro, especialmente na Baixada Fluminense, expõe uma realidade dolorosa: a combinação de fatores como classe social e localização geográfica se traduz em sofrimento e perdas. A ocorrência anual de chuvas intensas, agravada pelo verão, não é apenas um fenômeno climático, mas um sintoma de anos de negligência e um alerta sobre as consequências do descaso com a saúde pública e o meio ambiente.

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Estudos recentes, como os da Nature Water e da USP, revelam que os impactos dessas enchentes na saúde da população periférica podem durar até 210 dias, muito além das doenças infecciosas como leptospirose e diarreias.

Impactos na Saúde a Longo Prazo

A pesquisa aponta para um aumento alarmante em casos de diabetes, problemas renais, cardiovasculares e respiratórios, todos intensificados pelas experiências traumáticas com as cheias. A perda de bens materiais, a insegurança alimentar e o estresse pós-traumático contribuem para o desenvolvimento de transtornos mentais como depressão, que não devem ser minimizadas como “frescuras”, mas sim reconhecidas como feridas profundas causadas pela falta de investimento do Estado em infraestrutura básica e saneamento.

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Conexão entre Saúde e Meio Ambiente

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) defende uma visão holística da saúde pública, que entende a saúde humana como intrinsecamente ligada à saúde ambiental. Acreditam que o bem-estar da população depende da integridade dos ecossistemas locais.

A destruição da natureza, causada pela impermeabilização do solo e pela contaminação dos rios, afeta diretamente a vida das comunidades mais vulneráveis.

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Crise Climática e Responsabilidade

A crise climática que enfrentamos não é um evento isolado, mas um processo acelerado pelo avanço do agronegócio e pela lógica capitalista, que priorizam o lucro sobre a sustentabilidade. A classe trabalhadora, que produz a riqueza do país, continua sendo a principal vítima desse sistema, que adoece o planeta e cobra um preço alto demais.

Soluções Urgentes para o Rio de Janeiro

Desde 2020, o Brasil registrou um aumento de mais de 220% nas intensas de chuvas em comparação com a década de 1990. O Rio de Janeiro precisa urgentemente acordar para essa realidade, com um planejamento que priorize a prevenção e a segurança da população. É fundamental investir em drenagem urbana, limpeza de canais e rios, e garantir moradia digna para as famílias em áreas de risco.

Além disso, é imprescindível um investimento massivo no Sistema Único de Saúde (SUS) nas periferias, capaz de dar conta das doenças crônicas e dos sofrimentos mentais que se agravam com as cheias.

Soberania Alimentar e Resiliência

A soberania alimentar deve ser tratada como prioridade, com o fortalecimento das redes de abastecimento e o apoio às comunidades que perdem suas referências de casa. A tragédia climática não é uma fatalidade, mas resultado de escolhas políticas de quem governa para poucos.

A prevenção e o planejamento são investimentos que salvam vidas, e não paliativos eleitorais.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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