Rio de Janeiro Adota Propag com Juros Reduzidos em 2026

O Rio de Janeiro foi o palco, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, de uma cerimônia que marcou a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu-se ao governador interino, Ricardo Couto, e ao ex-governador Sérgio Cabral.
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O presidente não apenas celebrou o acordo financeiro, mas também relembrou o histórico de apoio federal ao estado, reforçando a importância da boa governança para o desenvolvimento carioca.
Detalhes da Adesão ao Propag e o Impacto Financeiro do Rio
A entrada do Rio de Janeiro no Propag implica uma reestruturação significativa da dívida estadual. O programa ajustou o valor total do endividamento, que era superior a R$ 200 bilhões, para um patamar de R$ 160 bilhões. Essa mudança é acompanhada por alterações cruciais nas condições de pagamento.
Um dos pontos mais relevantes é a taxa de juros, que será reduzida de 4% para 0%. Essa alteração diminui drasticamente o fluxo de recursos que o estado destinava à União, passando de aproximadamente R$ 1,3 bilhão por mês para apenas R$ 110 milhões mensais.
O presidente Lula enfatizou que a manutenção de dívidas estaduais não beneficia nem a União, nem os próprios estados.
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Além da redução dos pagamentos à União, o acordo exige que 2% do saldo da dívida seja obrigatoriamente aplicado em investimentos diretos voltados à população. Desses recursos, 60% — totalizando R$ 2,4 bilhões — serão direcionados especificamente para o ensino médio e técnico.
Ricardo Couto, por sua vez, assumiu o compromisso de destinar mais de R$ 900 milhões para a área social em 2026, um valor que deve crescer para R$ 2,2 bilhões já em 2027.
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Repercussões Políticas e o Histórico Jurídico de Sérgio Cabral
Em um tom de apoio contínuo, o presidente Lula fez menção ao seu primeiro discurso na campanha de 2002, quando estava disputando o segundo turno. Na ocasião, ele havia assegurado a Sérgio Cabral que o governo federal não falharia em fornecer recursos para auxiliar o Rio de Janeiro a superar a crise financeira que o assolava.
O apoio presidencial se estendeu a Ricardo Couto, que recebeu garantias de que o governo federal não apresentaria objeções para que ele pudesse dar exemplo de boa gestão ao estado. A menção ao ex-governador Sérgio Cabral e ao governador interino Ricardo Couto ocorreu durante a cerimônia de assinatura do acordo.
Em paralelo aos acontecimentos políticos, o ex-governador Sérgio Cabral tem passado por importantes movimentações no âmbito jurídico. Em março de 2024, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) anulou três ações penais relacionadas à Operação Lava Jato.
A decisão judicial reconheceu a incompetência da Vara Criminal de Marcelo Bretas para julgar os processos.
As ações anuladas envolviam investigações como Unfair Play, que apurava possível compra de votos para a sede dos Jogos Olímpicos de 2016; Ratatouille, sobre repasses de fornecimento de comida para presídios; e um terceiro caso. O impacto dessas anulações foi significativo, pois o acúmulo de processos resultou em uma redução considerável do peso das acusações contra o ex-governador.
Em resumo, os eventos recentes consolidam tanto um novo pacto financeiro para o estado quanto uma revisão judicial importante na trajetória legal de uma das figuras mais proeminentes da política carioca.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



