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Richard Serraria lança livro que celebra a cultura afro-gaúcha!

Richard Serraria lança livro que celebra a cultura afro-gaúcha! Uma obra inovadora que resgata raízes e tradições. Descubra o legado de Richard Belchior Klipp Burgdurff, artista multifacetado e premiado

Por: Júlia Mendes

23/03/2026 17:30

8 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Novo Livro de Richard Serraria Celebra a Cultura Afro-Gaúcha

No sábado, 21 de março, foi celebrado mais um marco importante. A data escolhida para a apresentação da obra foi instituída pela Unesco no final do século passado, refletindo a relevância da cultura afro-gaúcha no cenário nacional e internacional.

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A produção literária, que se desenvolve de forma gradual, como uma colcha de retalhos, ou um mosaico de informações fractais, permite a leitura individual de cada parte, que, em conjunto, compõem um todo significativo.

Não se trata de um empreendimento poético no sentido tradicional, mas sim de um primeiro passo para aprofundar a compreensão de uma temática complexa. Richard Serraria, músico e poeta, busca, através de sua escrita, roçar o espírito da cultura negra gaúcha, explorando suas raízes e tradições.

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Sua prosa, longe de ser excessivamente rebuscada, busca transmitir a essência da história e da identidade da comunidade.

Richard Belchior Klipp Burgdurff: Um Legado Multifacetado

O autor, cujo nome completo é Richard Belchior Klipp Burgdurff, é um artista multifacetado, com uma trajetória rica e diversificada. É cancionista popular, pesquisador da cultura afro-gaúcha, mestre em Literatura Brasileira e doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

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Sua identidade é marcada por influências de diversas origens, incluindo as de sangues guarani, negro, alemão e russo, o que ele mesmo descreve como “Pelodurismo legítimo, com muito orgulho”.

Reconhecimentos e Legado Literário

Sua obra já recebeu diversos prêmios, incluindo oito prêmios Açorianos, conquistados em 2005 e 2006, e o prêmio de melhor letrista no Festival de Música de Porto Alegre em 2009, onde dividiu o título com o consagrado Tom Zé. Em 2021, recebeu o Kikito em Gramado pela trilha sonora do filme “Cavalo de Santo” realizada pelo Alabê Ôni na Mostra de Longas Gaúchos.

Serraria também é admirador de Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto, com quem teve o privilégio de conhecer pessoalmente e que dedicou uma dissertação de mestrado.

O Livro “Hábito de Pássaro é o Céu”

O livro mais recente de Richard Serraria, “Hábito de Pássaro é o Céu”, é um poemário que celebra a história das tradições negras, historicizadas nos territórios negros de Porto Alegre. A obra, lançada em 2020 (Editora Escola de Poesia Amerfricana), recebeu indicação ao Prêmio Minuano de Melhor Livro de Poesia.

O projeto, que conta com o apoio da Escola de Poesia Amerfricana, liderada pelo doutor em Letras Adriano Moraes Migliavacca, busca articular diversas referências africanas, europeias e americanas, valorizando a identidade e a memória da cultura negro-gaúcha.

A Importância da Dimensão Estética da Linguagem

A obra de Serraria se destaca pela sua dimensão estética, que busca um equilíbrio entre conteúdo e forma, entre a mensagem e a beleza da linguagem. Essa dimensão se fortaleceu com as vanguardas literárias do século XX, que valorizaram a experimentação e a inovação.

A obra revisita símbolos e mitos das tradições negras e africanas, tornando-os vivos nos territórios negros de Porto Alegre. Nomes de divindades, objetos e símbolos sagrados de origem africana convivem com nomes de territórios e personalidades negras de grande importância para a história da cidade, a própria sonoridade de tais nomes carregando-se de força e significado.

A Rítmica da Poesia e a Influência do Tambor

“Hábito de pássaro é o céu” é uma obra que celebra a história das tradições negras, historicizadas nos territórios negros de Porto Alegre, em um nível muito profundo, para além da dimensão narrativa ou explicativa, e reflete os valores dessa historicidade na sonoridade, no ritmo e na visualidade das palavras em que os reconhecemos.

A obra dialoga com poéticas orais e a música de origem africana e negro-gaúcha, particularmente a literatura oracular iorubá e a poética dos tambores, tendo o autor se aprofundado na pesquisa sobre o tambor conhecido como sopapo, de importância central na música e na poesia negro-gaúcha, cujo uso em Porto Alegre foi registrado já no século 19.

Ao dar centralidade à dimensão rítmica do trabalho literário, a obra envereda para a noção de tamboralitura, em que a palavra viva ganha corporalidade poética ao redor do tambor. Em outras palavras, na obra de Richard Serraria, história e tradição negro gaúchas em Porto Alegre se fazem ritmo, som e sentido.

A Celebração da Memória e da Identidade

O poemário é, portanto, uma obra de grande valor, que celebra a história das tradições negras, historicizadas nos territórios negros de Porto Alegre, em um nível muito profundo, para além da dimensão narrativa ou explicativa, e reflete os valores dessa historicidade na sonoridade, no ritmo e na visualidade das palavras em que os reconhecemos.

O projeto nasce da experiência concreta da população negra em Porto Alegre, marcada historicamente por processos de gentrificação e racismo ambiental que deslocaram comunidades da Colônia Africana, no Mont Serrat, para a Ilhota e, posteriormente, para a Zona Sul, região em que se insere a trajetória familiar do autor.

Mais do que expressão individual, o livro afirma uma memória coletiva de pertencimento e resistência, conectada à territorialidade negra e periférica. Com qualidade técnica e literária reconhecida, o projeto prevê a publicação de “Hábito de pássaro é o céu” em formato brochura, com tiragem de 300 exemplares, dos quais 90 serão doados a bibliotecas comunitárias, escolas e instituições públicas de Porto Alegre, garantindo democratização do acesso à literatura.

Como medida de acessibilidade, será realizada a gravação de um audiolivro com poemas narrados pelo autor e por poetas convidados, acompanhado da sonoridade do sopapo, além da presença de intérprete de Libras em todos os eventos de lançamento. O lançamento acontecerá em duas sessões no Lunar do Sopapo, espaço cultural periférico localizado no bairro Vila Nova, região 12 do Orçamento Participativo.

O Lunar do Sopapo caracteriza-se pela valorização da cultura negra, conta com uma biblioteca negro-centrada e uma biblioteca infantil amefricana, realiza oficinas de tamboralitura, apoia escolas da região na implantação de uma educação antirracista e mantém articulação com a UBS Calábria da rede municipal de saúde, desenvolvendo atividades de musicoterapia.

Autores como Ricardo Aleixo, Mário Pirata e o próprio Richard Serraria já lançaram obras nesse espaço, que também acolhe residências criativas. A primeira sessão será aberta à comunidade e a segunda terá caráter afirmativo, voltada a mulheres negras, indígenas e pessoas com deficiência, garantindo um recorte inclusivo e democrático.

O projeto entrega uma obra inédita de relevância literária, histórica e cultural, enraizada na experiência negra e periférica de Porto Alegre, com forte narrativa de pertencimento e valorização da memória coletiva, contribuindo para a cena literária da cidade e para a circulação da poesia contemporânea de matriz africana no Rio Grande do Sul.

Hábito habito a saia, despejo a praia habito a trégua, despejo a légua habito a boca, despejo à língua habito a areia, desejo a sereia habito a asa, despejo a casa habito a face, desejo ah se habito sol à sombra, despejo lua míngua habito arriba telha, desejo estrela centelha hábito de abelha é o mel hábito de pássaro é o céu.

Caco Belmonte é escritor e jornalista. Este é um artigo de opinião e não necessariamente expressa a linha editorial do Brasil de Fato.

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Autor(a):

Júlia Mendes

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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