Ricardo Nunes defende empresária Karina Ferreira em meio a investigação da Polícia Civil

Ricardo Nunes defende Karina Ferreira da Gama em meio a investigação da Polícia Civil sobre fraudes em contrato de conectividade. Entenda os detalhes!

(Imagem de reprodução da internet).

Defesa do Prefeito de São Paulo a Empresária Envolvida em Investigação

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou apoio à empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária do ICB (Instituto Conhecer Brasil), que se tornou alvo de uma operação da Polícia Civil. A investigação visa apurar fraudes e desvios de recursos públicos relacionados a um contrato significativo de conectividade com a administração municipal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Karina também é sócia da produtora que criou a cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante entrevista, Nunes a descreveu como uma mulher “decente” e “trabalhadora”, sugerindo que a situação pode ser uma perseguição política.

“Acho uma pessoa decente, uma mulher trabalhadora, que, como qualquer outra, está batalhando e que conhece o Bolsonaro. Então, está passando por isso”, afirmou o prefeito. A investigação revelou um “possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cronograma original previa a entrega de 5.000 pontos de conectividade até junho de 2025, mas apenas 3.200 pontos foram instalados em comunidades do município, no âmbito do programa WiFi Livre SP.

Possíveis Desvios e Colaboração da Prefeitura

Quando questionado sobre a possibilidade de que os recursos tenham sido desviados para a produção do filme sobre Bolsonaro, Nunes respondeu que, se essa for a motivação da operação, a situação seria “grave”. “Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme, aí é grave.

Leia também

Aí é perseguição política”, declarou. O inquérito também indicou que o ICB não possui experiência ou histórico no setor de telecomunicações.

Em resposta à situação, a prefeitura informou que está colaborando com as investigações e já prestou informações às autoridades. Em nota, a administração municipal destacou que o material solicitado nesta segunda-feira (1º) já havia sido enviado às autoridades competentes.

A prefeitura reafirmou que o programa está funcionando normalmente e que, por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados, apenas 52 estavam fora do ar para manutenção.

Transparência e Legalidade nas Contratações

A administração municipal esclareceu que não houve pagamento para 5 mil pontos e que o aditivo mencionado é exclusivamente para a manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades. A prefeitura enfatizou que toda a prestação de contas, incluindo documentos, notas fiscais e contratos, está disponível no sistema SEI, que é público.

O processo também foi acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

A Prefeitura de São Paulo rejeitou veementemente qualquer insinuação de desvios de recursos públicos, afirmando que o contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios de legalidade, transparência e economicidade. É importante ressaltar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, antes da produção do filme mencionado, e cumpriu todas as exigências legais.

Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto é de R$ 1.280,80 por ponto/mês, um valor significativamente inferior às propostas recebidas em 2022.