Ricardo Cappelli, ex-interventor no DF, é o candidato do PSB ao governo em 2026

Ricardo Cappelli, ex-interventor no DF, é o candidato do PSB ao governo em 2026 e defende unidade da esquerda para vencer no Distrito Federal.

Ricardo Cappelli, candidato do PSB ao governo do Distrito Federal

O jornalista e ex – secretário – executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, é o nome do PSB (Partido Socialista Brasileiro) na disputa pelo governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. Aos 54 anos, o carioca que vive em Brasília desde 2003 tenta pela primeira vez um cargo eletivo, após uma longa trajetória na administração pública e no movimento estudantil.

Formado em Jornalismo e com especialização em Administração Pública, Cappelli começou a militância política ainda jovem. Entre 1997 e 1999, presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes). Mais tarde, foi filiado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil) de 2002 até 2021, quando migrou para o PSB.

Carreira em cargos públicos e a intervenção no DF

No governo do Maranhão, durante a gestão de Flávio Dino, Cappelli acumulou funções de destaque. Foi secretário de Comunicação e, depois, secretário de Representação Institucional do estado em Brasília. A relação com Dino o levou ao governo federal em janeiro de 2023, quando assumiu a secretaria – executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No mesmo mês, veio a missão de maior visibilidade: foi nomeado interventor federal na segurança pública do Distrito Federal. A medida foi uma resposta direta aos ataques de 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas.

A intervenção durou até 31 de janeiro de 2023.

Além disso, Cappelli comandou interinamente o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República ainda em 2023. Depois, assumiu a presidência da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), cargo que deixou em 2026 para se lançar na corrida eleitoral pelo Buriti.

Estratégia de alianças e a candidatura do PT

Na campanha, Cappelli defendeu abertamente uma “unidade da esquerda” no Distrito Federal. Segundo ele, a ideia era formar uma chapa única para aumentar as chances de vitória em uma região historicamente dominada por siglas de centro – direita. O candidato do PSB afirmou que chegou a oferecer a vaga de vice – governador para o deputado federal Leandro Grass, que também é candidato pelo PT.

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A proposta, no entanto, não foi aceita pelo Partido dos Trabalhadores, que optou por lançar Grass como cabeça de chapa. Para Cappelli, uma candidatura pura da esquerda teria poucas chances de vencer no primeiro turno. Ele defendia uma ampliação nas alianças como caminho mais viável, o que gerou o lançamento de duas candidaturas do campo progressista.

Apesar da discordância, Cappelli garantiu que encara a decisão do PT “com respeito”. O candidato do PSB também sinalizou que espera uma aliança entre os dois lados em um eventual segundo turno, caso um dos dois avance na disputa. A estratégia agora é consolidar o nome do PSB e tentar atrair eleitores que buscam uma alternativa ao atual cenário político do DF.