Ricardo Alban dispara contra política econômica! CNI alerta para riscos em 2027. Ministro Haddad é criticado. Saiba mais!
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, manifestou seuveimento em relação à condução da política econômica do governo, destacando a ausência de diálogo com o setor produtivo ao longo do atual mandato. Alban expressou preocupação com a estratégia fiscal focada no aumento de receitas, alertando para potenciais riscos para a economia a partir de 2027.
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Em entrevista publicada nesta segunda-feira (5 de janeiro de 2026), o dirigente criticou a insistência do governo em equilibrar as contas apenas pela arrecadação, sem abordar o crescimento das despesas públicas.
Alban questionou o corte linear de benefícios fiscais, argumentando que a medida não considera as diferenças entre os setores da economia. Ele ressaltou a falta de racionalidade tributária na proposta, afirmando que não é possível tratar setores distintos de forma igualitária.
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Uma das principais preocupações levantadas foi a tributação do lucro presumido, que, na visão de Alban, impacta de forma desproporcional a classe média e profissionais liberais, em detrimento de grandes empresas.
O presidente da CNI também criticou a política monetária, defendendo o início imediato de cortes na taxa Selic, devido aos altos juros que, segundo ele, travam investimentos e consumo, mesmo com a economia apresentando alguma resiliência devido ao estímulo fiscal.
Alban apontou o endividamento dos trabalhadores via crédito consignado privado como um problema crescente, que exige atenção.
Ao analisar as projeções de crescimento para 2026, Alban atribuiu a desaceleração aos altos juros e à insegurança em relação ao ajuste fiscal após as eleições. Ele alertou para uma “bomba-relógio” que pode explodir em 2027, devido ao déficit nominal elevado e ao peso dos juros na dívida pública.
Alban expressou ceticismo em relação à disposição dos Três Poderes para realizar ajustes internos.
O presidente da CNI também criticou a proposta de fim da escala de trabalho de 6×1, classificando-a como “inoportuna e eleitoreira”. Alban argumentou que discutir a redução de jornada em um cenário de pleno emprego e baixa produtividade é incoerente e poderia ampliar as pressões sobre os gastos públicos.
Além disso, ele criticou a falta de diálogo com o setor produtivo, especialmente no que diz respeito ao trabalho do ministro Fernando Haddad, ressaltando a necessidade de uma participação mais ativa da indústria na construção de políticas econômicas mais racionais.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.