Prepare-se para o terror! Resident Evil Requiem promete ser um dos remakes mais ambiciosos da franquia. Em uma demo de mais de 3 horas, Leon S. Kennedy e Grace Ashcroft nos levaram a um hospital infernal, com gráficos impressionantes e uma jogabilidade que mistura ação e terror de forma brilhante. O sistema de crafting, inspirado em Resident Evil Revelations, e a alternância entre os dois protagonistas, com estilos de jogo distintos, elevam a experiência a um novo patamar. Se essa demo for o prenúncio do jogo final, Resident Evil Requiem tem tudo para ser um dos maiores sucessos da Capcom!
Cinco anos se passaram desde o capítulo final da saga com Leon S. Kennedy, e a Capcom aproveitou esse tempo para aprofundar sua própria história com uma sequência de remakes incrivelmente bem-sucedidos, como Resident Evil 2, Resident Evil 4 e até a DLC, Separate Ways.
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Esse processo não apenas reacendeu o interesse da comunidade, mas também permitiu ao estúdio lapidar mecânicas, ritmo e ideias. O resultado desse amadurecimento é o mais novo capítulo da franquia: Resident Evil Requiem.
Convidado pela Capcom, tivemos a chance de jogar por mais de 3 horas uma demo inédita do título. A experiência não apenas ajudou a entender melhor o que o jogo propõe, como também reforçou que o hype em torno do projeto é bastante justificável.
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A demo começa com Leon S. Kennedy chegando ao que aparenta ser um hospital, mas rapidamente fica claro que não se trata de um local comum. O prédio é enorme, com uma arquitetura que remete muito mais a uma mansão clássica da série do que a uma instituição médica tradicional.
Esse cenário já havia aparecido brevemente no trailer de apresentação do personagem. Logo na entrada, uma enfermeira avisa que Victor Gideon (ex-funcionário da Umbrella e aparente antagonista da trama) irá atendê-lo em breve. Naturalmente, não demora muito para que tudo dê errado.
Uma confusão se inicia e vários infectados começam a atacar, marcando o início do gameplay com Leon. Seus movimentos lembram bastante o que vimos em Resident Evil 4 Remake, mas aqui tudo parece mais solto e natural. Leon se movimenta melhor, responde rápido aos comandos e transmite mais controle ao jogador.
No lugar da faca, agora ele utiliza um machado, que pode ser usado tanto para aparar golpes quanto para executar finalizações. Durante esse trecho inicial, já chama atenção o cuidado técnico do jogo. De forma geral, o visual impressiona bastante: personagens e infectados são ricos em detalhes, os cenários são muito bem construídos e a iluminação contribui fortemente para a atmosfera de tensão.
Durante todo o momento não houve quedas perceptíveis de framerate. Vale destacar que a demo foi jogada em um PS5 Pro, mas o jogo não parece exigir todo o potencial do hardware, o que indica que a versão para o PS5 base deve entregar um resultado muito próximo do visto aqui.
Em determinado momento, surge um infectado empunhando uma serra elétrica. Ao derrotá-lo, a arma cai no chão e pode ser utilizada. Foi aí que percebi um detalhe interessante: se o jogador não pegar a serra, outro infectado próximo pode fazê-lo e usá-la contra você.
Os inimigos demonstram um instinto claro de interação com o ambiente, utilizando objetos do cenário como garrafas, barras de ferro, facas e até armas deixadas no chão. Mas cuidado: se a serra-elétrica estiver ligada e girando no chão, ela pode te causar dano.
Tem que esperar ela parar de girar. Após derrotar a horda e avançar para a próxima sala, uma cena cinematográfica é acionada: Grace Ashcroft aparece correndo, fugindo de um monstro. Trata-se da mulher gigante apresentada nos primeiros trailers do jogo.
Leon consegue derrotá-la com poucos tiros na cabeça e, após uma breve interação entre os protagonistas, entrega sua arma à Grace, que até então estava completamente desarmada e visivelmente apavorada. A partir daí, a demo muda de perspectiva.
O controle passa para Grace e a jogabilidade começa em primeira pessoa, diferente da câmera em terceira pessoa usada com Leon – embora seja possível alternar facilmente o estilo pelo menu. A mudança não é apenas estética: Grace se movimenta de forma diferente, mais lenta e insegura.
Sua respiração ofegante contribui para a tensão, e é evidente que ela depende muito mais do posicionamento do que da força bruta. Ela não mira tão bem, não possui esquivas eficientes e depende muito mais do posicionamento. Em compensação, é possível despistar inimigos ou atordoa-los com o uso da faca.
Sua saúde é bastante frágil, lembrando a experiência de jogar com Rebecca em Resident Evil Zero (a chamamos carinhosamente de Rebecaution). Após um ou dois golpes, Grace já entra em estado de caution, o que obriga o jogador a gerenciar itens de cura com cuidado (inclusive utilizando os baús, que felizmente estão de volta).
A alternância entre Leon e Grace não é apenas narrativa, mas mecânica, oferecendo duas experiências bem distintas que se complementam e reforçam o ritmo e a tensão do jogo. A jogabilidade com Grace exige uma abordagem mais estratégica, focada em furtividade e posicionamento, enquanto Leon oferece mais poder de fogo e opções de combate direto.
Essa dinâmica é fundamental para explorar totalmente os cenários e enfrentar os desafios do jogo.
Durante a exploração, um novo sistema de crafting é introduzido, permitindo que os jogadores utilizem sangue de infectados para criar munições, itens de cura ou um remédio anti-mutação. Este último é especialmente útil para eliminações furtivas, fazendo os inimigos literalmente explodirem no estilo de como eram as mortes de vampiros da série True Blood.
A ideia lembra o sistema de Resident Evil Revelations, em que era possível fabricar munição ao analisar inimigos.
Resident Evil Requiem deixa claro que a Capcom conseguiu equilibrar com precisão ação e terror, respeitando o legado da franquia ao mesmo tempo em que introduz ideias novas e inteligentes. A alternância entre Leon e Grace não é apenas narrativa, mas mecânica, oferecendo duas experiências bem distintas que se complementam e reforçam o ritmo e a tensão do jogo. É o tipo de proposta que agrada tanto fãs antigos quanto quem chegou à série através dos Remakes.
Se essa demo for um indicativo do que a versão final tem a oferecer, Resident Evil Requiem tem tudo para se tornar um dos capítulos mais interessantes da franquia nos últimos anos. O jogo tem lançamento marcado para fevereiro e chegará ao PS5, Xbox, PC e também ao Switch 2.
Até lá, fica a expectativa, agora bem fundamentada, de que a Capcom esteja prestes a entregar mais um grande acerto.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.