Republicanos da Flórida escolhem candidato para suceder Ron DeSantis nas primárias desta terça-feira

A escolha do novo candidato republicano na Flórida pode redefinir o cenário político do estado, enquanto os democratas buscam recuperar espaço nas eleições.

Eleitor participa de votação das primárias nos Estados Unidos em 2020

Os republicanos da Flórida escolhem, nesta terça – feira (18), seu candidato para suceder o governador Ron DeSantis, que não pode concorrer à reeleição devido ao limite de mandatos. Este processo se transformou em uma disputa interna acirrada, embora o deputado Byron Donalds, da região de Naples e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, seja o favorito nas primárias republicanas.

Apesar do apoio do presidente, DeSantis não endossou Donalds e expressou preocupações sobre sua candidatura em conversas privadas com Trump.

Além de Donalds, a disputa inclui outros candidatos, incluindo o vice – governador do estado. Os democratas da Flórida, atualmente em baixa e vendo seu status como estado decisivo se esvair, têm a oportunidade de mostrar que ainda conseguem competir em pleitos estaduais.

O desafio para os democratas é grande, pois precisam enfrentar a senadora republicana Ashley Moody.

Disputas Internas Democráticas

Os democratas também enfrentam disputas internas nas eleições primárias para a Câmara em distritos recentemente redesenhados. Um exemplo é a competição no 25º Distrito da costa leste do sul da Flórida, onde socialistas democráticos tentam derrotar o deputado Jared Moskowitz, que conta com apoio de grupos pró – Israel e do setor de inteligência artificial.

Seu rival é Oliver Larkin, ativista e organizador sindical de 34 anos.

No 20º Distrito, a deputada Debbie Wasserman Schultz enfrenta Sheila Cherfilus – McCormick. Esta última renunciou ao seu cargo em abril para evitar uma votação no Comitê de Ética sobre possíveis violações éticas e responde a acusações criminais.

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Wasserman Schultz foi acusada de oportunismo eleitoral ao mudar – se para concorrer em um distrito historicamente negro após os limites terem sido alterados para favorecer os republicanos.

Eleição Especial na Califórnia

A Califórnia realiza nesta terça – feira (18) uma eleição especial para substituir o ex – deputado Eric Swalwell pelo restante do ano. A AIPAC (Comitê de Assuntos Públicos Americano – Israelense) investiu milhões para tentar direcionar os eleitores da senadora estadual Aisha Wahab para sua candidata preferida: Melissa Hernandes, presidente do conselho BART (Transporte Rápido da Área da Baía.

Wahab já obteve quase 43% dos votos nas primárias especiais realizadas em junho.

Wahab é conhecida por criticar abertamente a campanha militar de Israel e busca representar o 14º Distrito de East Bay. Ambos os candidatos são democratas e disputarão novamente um mandato completo nas próximas eleições gerais, que ocorrerão sob novos limites eleitorais estabelecidos anteriormente.

Desafios no Alasca

No Alasca, a ex – deputada Mary Peltola tenta conquistar a cadeira no Senado atualmente ocupada pelo republicano Dan Sullivan. No entanto, um segundo candidato com o mesmo nome pode complicar as eleições. O senador aparece na cédula como Dan S. Sullivan e é reconhecido como republicano registrado.

O outro Sullivan é Daniel J. Sullivan Jr., que se apresenta sem filiação partidária.

Embora essa peculiaridade não represente uma grande ameaça para o atual ocupante do cargo nas primárias desta terça – feira, poderá causar confusão durante uma eleição geral acirrada caso alguns eleitores se confundam entre os dois candidatos.

A Influência de Trump no Wyoming

No Wyoming, as eleições primárias para substituir o governador Mark Gordon testam a influência de Trump no estado amplamente favorável ao Partido Republicano. A candidata apoiada por Trump é Megan Degenfelder, superintendente estadual de Instrução Pública, que enfrenta três concorrentes competitivos.

Degenfelder defende políticas educacionais alinhadas às ideias de Trump, incluindo escolas “charter” e “vouchers”. Enquanto isso, a senadora Cynthia Lummis se aposentará e Harriet Hageman é favorita para sucedê – la após conquistar sua cadeira derrotando Liz Cheney em 2022; embora Trump não tenha se envolvido na disputa pela vaga deixada por Hageman.